Brasília Ainda este mês, o Banco do Brasil vai liberar R$ 2 bilhões para os agricultores, informou ontem o vice-presidente de agronegócio da instituição, Ricardo Conceição. Do total previsto para o mês, R$ 1,217 bilhão irá para custeio, R$ 541 milhões para investimentos e R$ 242 milhões para comercialização. Com o aporte de dezembro, nos seis primeiros meses da safra 2003/04, a instituição terá liberado R$ 14,08 bilhões para a agricultura, o que significa um crescimento de 54,81% em relação a igual período de 2002. O ano-safra vai de julho a junho.
Com o avanço do plantio no Sudeste e no Centro-Oeste, Conceição acredita que a maior parte dos recursos para apoio à produção agrícola já foram liberados. No Plano Agrícola e Pecuário 2003/04, o governo estipulou a liberação de R$ 32,5 bilhões para a agricultura, sendo R$ 20 bilhões em recursos do Banco do Brasil.
Para o vice-presidente, os R$ 6 bilhões restantes (diferença entre o que já foi aplicado e o que deve ser aplicado até junho de 2004) serão suficientes para atender à demanda para plantio da safra de trigo, da safrinha de milho, apoio à comercialização e a safra do Nordeste.
A liberação de recursos para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) cresceu 73% entre julho e novembro deste ano na comparação com igual período de 2002. Em 2003, foi liberado R$ 1,734 bilhão para a agricultura familiar, ante R$ 1,004 bilhão no ano passado. Os valores sinalizam as liberações feitas pelo Banco do Brasil. No período, o número de operações cresceu de 454 mil para 565 mil contratos entre julho e novembro deste ano.
Em dezembro, a instituição vai oferecer R$ 576 milhões para as linhas da agricultura familiar, informou Ricardo Conceição. O aumento dos custos de produção - o que levou o governo a ampliar os limites de aplicação - e incremento nas linhas de investimentos justificam a diferença entre o número de operações e o montante liberado.

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