BB libera mais R$ 50 milhões a 9,5%
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quarta-feira, 01 de outubro de 1997
Vânia Casado Curitiba 
O Banco do Brasil está liberando mais R$ 50 milhões ao Paraná para o financiamento da safra de verão com taxas de juros a 9,5%. Os recursos já estão nas agências desde ontem, conforme decisão adotada pelo Conselho Monetário Nacional, na reunião de terça-feira, de liberar R$ 300 milhões para o custeio da safra em todo o País (ver box). Esses recursos foram alocados do FAE e é destinado a médios e grandes produtores tomadores de crédito rural.
Para os micro e pequenos produtores a Superintendência do BB liberou R$ 130 milhões em recursos do Proger e Pronaf, atendendo toda a demanda.
Com essa liberação, os recursos para os médios e grandes produtores no Estado somam R$ 230 milhões este ano, afirmou o gerente da Área de Recursos Orçamentários do BB no Paraná, Jorge Luis Stachiu. Ele prevê que até o final do ano o Paraná receba em torno de R$ 700 milhões, somente para o custeio da safra de verão cujas liberações começaram em julho. No ano passado foram liberados R$ 600 milhões para o custeio da safra 96/97, em recursos do crédito rural.
Stachiu admite que em setembro houve um intervalo maior na liberação dos recursos para médios e grandes produtores, o que motivou a reação das principais entidades de classe no Estado como Faep e Ocepar. Em setembro, mês que intensificou a demanda por recursos do crédito rural, a Superintendência do BB no Paraná liberou R$ 15,5 milhões, que não foi suficiente para atender a procura.
Segundo levantamento feito pela Superintendência do BB, somente neste ano foram colocados no crédito rural R$ 890 milhões, somando as liberações para o custeio agrícola da safra de inverno e início da safra de verão, custeio pecuário, investimento, comercialização, etc. Para se ter uma idéia, a liberação de recursos entre janeiro e agosto de 97, que somou R$ 800 milhões, representa um aumento de 126% sobre o mesmo período do ano passado, quando foram liberados R$ 353,68 milhões.
Para Stachiu, não está havendo falta de recursos para o crédito rural. Pelo contrário, houve até um aumento na liberação de dinheiro mas não foi o suficiente para atender a demanda acirrada que está sendo verificada esse ano, justificou. Para Stachiu, a redução dos juros do crédito rural de 12% no ano passado para 9,5% este ano e as boas perspectivas de mercado para a comercialização da safra estão estimulando a procura por crédito.
Segundo as cooperativas, o acesso ao crédito continua difícil para médios e grandes produtores, apesar da previsão de que os recursos seriam suficientes, mesmo a taxas diferenciadas de 9,5%. Cooperativistas lembram que o ministro Arlindo Porto afirmara, dias atrás, em Curitiba, que o crédito não atenderia o total demandado.


