BB libera mais R$ 11 mi para custeio
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sábado, 28 de dezembro de 1996
Elvira Fantin Sucursal de Curitiba 
O Banco do Brasil está liberando mais R$ 11 milhões para o custeio da safra de verão no Paraná. Deste total, R$ 1 milhão é proveniente do Programa de Valorização da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 5 milhões do Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger) e outros R$ 5 milhões do Fundo de Aplicações Extra Mercado. O dinheiro já está à disposição dos agricultores nas agências do banco.
O Pronaf é destinado apenas a pequenos agricultores que trabalham com mão de obra familiar sem contratar trabalhadores para o serviço da lavoura e que tenham área limitada a quatro módulos fiscais (até 80 hectares). O juro é de 9% ao ano e cada produtor pode financiar até R$ 5 mil.
O Proger é destinado a médios produtores com área de quatro a seis módulos fiscais )de 80 a 120 hectares). O juro é de 12% ao ano e cada produtor pode financiar até R$ 30 mil. Já os recursos provenientes do Fundo de Aplicações Extra Mercado são destinados a médios e grandes produtores, também com juros de 12% ao ano.
De acordo com um balanço divulgado pela superintendência do BB no Paraná, este ano foram repassados R$ 245 milhões através do Pronaf e do Proger aos agricultores do Estado. Os dois programas têm como fonte o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O banco não tem o volume de recursos repassados até agora através do Fundo de Aplicações Extra Mercado.
Investimentos O Banestado, que está operando o Pronaf-Investimentos, informou ontem que a procura por esta linha de crédito está sendo grande. O banco começou a receber as propostas no último dia 19. De acordo com o diretor de operações do banco, Sérgio Druszcz, a maioria dos agricultores que tem procurado as agências vai em busca de maiores informações sobre esta linha de crédito.
Druszcz esclareceu que para oficializar o pedido de empréstimo no banco é preciso que o agricultor leve um projeto técnico elaborado com a assessoria de técnicos da Emater. Neste período os técnicos da Emater estão em férias coletivas, o que tem atrasado um pouco a oficialização das propostas, esclareceu o diretor do banco.
Ele acredita que a partir do dia 6 de janeiro o ritmo de trabalho deve voltar ao normal com um grande número de pedidos sendo protocolados nas agências. De acordo com Druszcz, o Banestado terá condições de atender a toda a demanda do Paraná. A previsão é que num prazo de 15 dias, a contar da oficialização do pedido, os recursos comecem a ser liberados.


