BB libera mais dinheiro para o trigo
BB libera mais dinheiro para o trigo
Com a parcela anunciada ontem, R$ 33 milhões, já foram liberados R$ 62 milhões. Meta é chegar aos R$ 85 mi
Vânia Casado
O Banco do Brasil está liberando mais R$ 33 milhões para o custeio do trigo no Paraná, totalizando R$ 62 milhões para a safra 98. A expectativa do BB é liberar R$ 85 milhões, o mesmo volume do ano passado -, informou Ricardo Conceição, diretor de crédito Rural do BB, que esteve ontem, em Curitiba . Ele disse acreditar que esse total é satisfatório para atender à demanda, diante da redução de área estimada em 20%. Conceição calcula que o BB já liberou R$ 100 milhões para a safra de inverno, a juros de 9,5% ao ano. Do total, R$ 4 milhões serão destinados ao Pronaf, com juros de 6,5%.
O diretor de Crédito confirmou a disponibilidade de recursos para a comercialização do algodão, sendo R$ 4 milhões em AGF e R$ 7,7 milhões em EGF, e mais R$ 10 milhões do Funcafé para a colheita do café e R$ 3 milhões do Proger, para investimentos na propriedade. Em 1997, o BB liberou R$ 1,17 bilhão para o crédito rural no Paraná, o maior volume de recursos em comparação com os demais estados, destacou Conceição.
Segundo ele, com essa liberação, o BB já aplicou R$ 252 milhões em crédito rural no Paraná, e, até o final de maio, o Ministério da Agricultura deverá anunciar o total de recursos que serão liberados para a safra de verão 98/99. Ele antecipou que deverão ser repassados mais recursos ao Pronaf. Em 1997 foram liberados R$ 90,36 milhões em recursos do Pronaf para custeio e R$ 70 milhões para investimentos.
Até agora, apenas 51% das dívidas rurais acima de R$ 200 mil foram renegociadas, no valor de R$ 21,4 milhões. Esse montante representa 5,8% do total da dívida no Paraná, avaliada em R$ 365,5 milhões. Conceição não manifestou pessimismo em relação à baixa adesão para o acerto das dívidas. Segundo ele, o volume renegociado no Paraná até agora é o maior do País.
Ele chamou a atenção para o prazo de renegociação das dívidas. Os débitos poderão ser renegociados até 31 julho por meio da aquisição de 10,366 do valor da dívida em Certificados do Tesouro Nacional - CTN.





