BB libera crédito para 13º salário
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sexta-feira, 03 de outubro de 1997
Vânia Casado Curitiba 
O Banco do Brasil confirmou ontem a abertura de uma linha de crédito no valor de R$ 150 milhões para financiar as empresas no pagamento do 13º salário. Este volume de recursos representa um aumento de 50% em relação ao montante liberado no ano passado.
Os juros cobrados são de 1,9% ao mês mais a incidência da TR. O pagamento deverá ser feito em sete meses, entre janeiro e julho de 1998. A expectativa do presidente do Banco do Brasil, Paulo Cesar Ximenes, que esteve ontem em Curitiba, é atender cerca de 600 empresas em todo o País.
No Paraná, Ximenes prevê a liberação de R$ 20 milhões, valor superior ao ano passado quando essa linha de crédito contou com R$ 13 milhões. No País o BB financiou R$ 100 milhões para o pagamento do 13º, que atendeu 430 empresas.
As empresas que financiaram no ano passado o salário adicional de fim de ano e que saldaram os débitos em dia, já estão com os créditos e limites pré-aprovados, garantiu o presidente do BB. Em sua estada em Curitiba, Ximenes falou sobre o desempenho do BB e as projeções para o futuro em comemoração aos 180 anos de história do banco.
No primeiro semestre de 1997 o patrimônio líquido avaliado foi de R$ 5,7 bilhões e o lucro apurado foi de R$ 287 milhões, sendo que o Paraná foi responsável por um lucro de R$ 83 milhões. Para o segundo semestre, o presidente do Bando do Brasil calcula que o lucro da instituição deve atingir 12% sobre o patrimônio líquido.
O lucro que está sendo registrado este ano é resultado da decisão do banco em enxugar a estrutura para reduzir custos, investir na automação bancária e ampliar o atendimento para o varejo através do aumento da base de clientes e lançamento de novos produtos. Estão programados novos seguros, previdência privada e atendimento ao público teen.
Paulo Cesar Ximenes informou que o BB vem investindo em processo de automação desde 1995 e prevê aplicar R$ 1,8 bilhão nesse setor até o ano 2.000. Até o final de 1997, o banco já terá investido R$ 700 milhões, que está colocando a instituição em pé de igualdade com a concorrência, salientou. O banco está otimista com as reformulações e continua
se preparando para enfrentar a concorrência da indústria bancária, que está cada vez mais acirrada, admite.
No varejo, a estratégia do banco é trabalhar a base de clientes que hoje conta com 6 milhões de contas, sendo 3 milhões de contas especiais. Ximenes não informou em quanto pretende aumentar a carteira de clientes e nem especificou um público alvo para a ampliação. Mas reafirmou a disposição de investir no aumento da qualidade na tecnologia disponível nas agências para atrair mais clientes, concluiu Ximenes.


