A abertura dos negócios indicava um dia negro para os mercados de câmbio e juros. Além de queda generalizada nas Bolsas do mundo todo e de nova desvalorização do iene, o C-bond, principal título da dívida externa brasileira, havia desabado quase 5% durante a noite. A recuperação ocorreu à tarde. Tanto o dólar quanto os juros acabaram fechando em queda em relação ao dia anterior na BM&F, indicando um clima bem mais tranquilo.
Analistas disseram que foi observada interferência do Banco do Brasil e outras entidades ‘‘chapa branca (ligadas ao governo), como fundos de pensão, para segurar a cotação do dólar no mercado à vista e no futuro. Mas não teria sido apenas esse o fator responsável pela recuperação dos mercados. O governo teria iniciado o movimento, e os participantes do mercado, seguido.

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