BB garante aval para vendas antecipadas
Milton DóriaAlcântara: venda antecipadaNão há limite de crédito para operações de venda antecipada de café (soja ou boi), embora o governo, estrategicamente, tentará evitar a pressão da oferta, distribuindo as operações para que não se concentre num determinado período. A previsão de comercializar apenas 300 mil sacas deverá ser ampliada através dos leilões, se houver demanda. A informação foi dada quinta-feira pelo técnico Edilson Alcântara, gerente de Negócios de CPR e Mercados Futuros do Banco do Brasil. Ele falou em Londrina, no Encontro Técnico de Comercialização de Café Qualidade Padrão Paraná. Do volume previsto o Paraná participaria com apenas 10 mil sacas, projetando cerca de R$ 1,5 milhão.
Alcântara fez uma exposição dos mecanismos que o governo pretende acionar para antecipar a receita da safra: Cédulas de Produto Rural (CPR), com opção e vendas futuras em bolsa. Após a palestra respondeu perguntas de agricultores e comerciantes. O Banco do Brasil será avalista nas operações de produtos; nas demais operações ele entra disponibilizando recursos e produtos. Os operadores pagam taxa de corretagem.
Segundo Alcântara, os agricultores precisam romper com a cultura conservadora que limita a comercialização à venda física. É preciso entender que não há desvantagem nas vendas antecipadas; o pessoal da soja, ano passado que o diga. Segundo o técnico do BB, usando frase que atribuiu ao ministro da Agricultura Francisco Turra, o agricultor precisa acreditar na mudança da figura: no mundo moderno do agronegócio, não se planta para vender, mas vende-se para plantar. Você faz a venda antecipada e obtem os recursos para o custeio - resumiu.
Alcântara também lembrou que no caso do café, o fato da arbitragem passar a ser feita pelo Centro de Comércio de Café (CCCNP) é um grande avanço para os paranaenses. Ele sugeriu aos agricultores que parcelem suas operações para não pressionar as vendas. O próprio governo estabeleceu um sinalizador através do Banco do Brasil. Até 15 de janeiro permite-se a venda de até 20% da produção. De 15/1 a 15/3, até 10% e a partir de março pode vender mais 20%, completando o limite de 50% da produção.





