Lenilda Moreira Martins, gerente do BB em Cascavel, informa que o banco está atendendo pedidos para financiamento de tratores, colheitadeiras e implementos agrícolas novos, pelo Moderfrota, que prevê recursos para a modernização do parque de máquinas agrícolas, com prazo de amortização de até oito anos e juros anuais de 8,75% para quem tem renda de até R$ 250 mil por ano e de 10,75% para o produtor com rendimento superior a este valor. Também há o Proleite, que visa à modernização da pecuária leiteira, por meio da compra de máquinas e equipamentos, com juros agrícolas e prazo de quatro anos. Também há linhas para o pequeno agropecuarista, com linha pelo Programa Nacional de Valorização da Agricultura Familiar (Pronaf) Agregar, para investimento na agroindustrialização. O limite é de R$ 15 mil por tomador, com prazo de 96 meses de juros de 4% ao ano.
Os valores variam de cerca de R$ 3 mil a até R$ 300 mil por produtor. A correção mais alta, de 11,95%, refere-se aos empréstimos pelo Finame Especial, com cinco anos para pagar. A procura maior tem sido pelo financiamento da linha do Finame que teve os juros reduzidos de 11,95% para 8,75% por ano, a partir da implantação do Moderfrota, há dois anos. ‘‘Isso, na verdade, representa um subsídio que o governo concede ao produtor para que possa se modernizar e melhorar a eficiência de sua propriedade’’, comenta.
Lenilda acredita que o governo deverá destinar os recursos necessários para atender a demanda da agropecuária paranaense, a exemplo do que ocorreu no ano passado, quando destinou R$ 1 bilhão a mais para o Paraná, em comparação aos recursos que foram liberados para outros estados. De acordo com a gerente, a liberação de valor maior ao Estado foi uma contrapartida à baixa inadimplência, que ficou em 0,012%. ‘‘Neste ano, certamente o Paraná será distinguido com recursos suplementares, porque o índice de inadimplência deverá ficar no patamar ou anterior, na pior das hipóteses’’, acredita.

mockup