BB fecha 97 com lucro de R$ 573,8 mi
Arquivo FolhaSem competitividadeFachada do Banco do Brasil em Londrina: estrutura continua pesadaO Banco do Brasil fechou o ano passado com um lucro de R$ 573,8 milhões. Segundo o diretor-financeiro do BB, Carlos Gilberto Caetano, o lucro do banco teria sido maior não fosse o prejuízo de R$ 160 milhões provocado com a alteração das taxas de juros em outubro último. Essa perda, explicou Caetano, ocorreu na carteira de títulos que tinham remuneração de acordo com as taxas mais baixas. Em 96, o BB recebeu um aporte de quase R$ 8 bilhões e registrou um prejuízo anual histórico de R$ 7,5 bilhões.
O resultado do segundo semestre, isoladamente, ficou em torno de R$ 286,090 milhões. Com esse lucro, os dividendos chegaram a R$ 81,5 milhões e, segundo previa o pacote fiscal editado em novembro passado, deveriam ser repassados integralmente ao Tesouro Nacional. Mas, de acordo com Caetano, somente 73% desse valor será transferido ao caixa do governo. O diretor explicou que a medida ainda não foi regulamentada.
Segundo Caetano, os recursos de R$ 181,6 milhões do lucro acumulado no segundo semestre do ano passado serão necessários para dar mais condições de crescimento à instituição que, na competição com os bancos privados, continua tendo a desvantagem de carregar uma estrutura pesada. Pessoal ainda é um dos nossos maiores problemas, confessou Caetano.
No ano passado, as despesas de pessoal chegaram a R$ 6,2 bilhões enquanto as administrativas ficaram em R$ 2,1 bilhões. O quadro de funcionários do BB chega a 76,7 mil e, para este ano, a diretoria espera a aposentadoria de 7 mil empregados. Na prestação de serviços, os gastos do BB chegaram a R$ 2,5 bilhões.
O que mais contribuiu para que o BB fechasse 97 com lucro de R$ 573,8 milhões foi o resultado positivo das suas coligadas e controladas, que alcançou R$ 643,5 milhões. Ou seja, o lucro veio mesmo da atuação do BB em outras áreas, e não das de banco comercial. É por intermédio de suas empresas controladas e coligadas que o BB atua, por exemplo, nas áreas de seguros e previdência privada e no mercado de capitais como banco de investimento.
O lucro apurado pelo Banco do Brasil, no segundo semestre de 97, permitirá a distribuição de dividendos de R$ 0,12067 por lote de mil ações aos acionistas preferenciais da instituição. Os detentores de ações ordinárias receberão dividendos de R$ 0,10970 por lote de mil ações. Os valores a serem distribuídos serão corrigidos pela variação da TR da data do balanço (31 de dezembro de 1997) até o dia do pagamento.
Ativos O ativo total do conglomerado Banco do Brasil atingiu no final de 97 R$ 108,915 bilhões, o que representou uma expansão de 31,8% sobre o total apurado em 96. Dentro desse total, as operações de crédito representavam, no final de 1997, R$ 36,944 bilhões. O crescimento do saldo dessas operações, em relação a 96, foi de 16,9%.
Quanto ao passivo, os depósitos, de maneira geral, perderam 22,4% em relação a 96, atingindo R$ 55,304 bilhões no final de 97. Os depósitos à vista, especificamente, tiveram um significativo aumento, de 122,6% e chegaram a R$ 9,333 bilhões. Os depósitos a prazo atingiram R$27,604 bilhões, o que representou um acréscimo de 6,3% em relação ao ano anterior. Os depósitos em poupança cresceram 33,3% e chegaram a R$ 16,613 bilhões final do ano passado. Já os depósitos interfinanceiros, diminuíram 31,9%, caindo para R$ 1,754 bilhão.





