Curitiba Os funcionários do Banco do Brasil (BB) entram hoje no segundo dia de greve em Curitiba. A decisão foi reafirmada ontem numa assembléia da categoria. Apenas uma das 35 agências do banco abriu as portas ontem: foi o posto de atendimento da Prefeitura Municipal de Curitiba. Os clientes não foram impedidos de usar os caixas eletrônicos. No entanto, existe a previsão de que a partir de hoje a população comece a enfrentar dificuldades. ''O dinheiro dos caixas eletrônicos não está sendo reposto. Para saques, os clientes vão ter dificuldades nos locais com maior fluxo de pessoas'', avisou o presidente da Federação dos Bancários da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Adilson Stuzata.
Em alguns municípios paranaenses, os funcionários do BB resolveram aderir à greve. De acordo com Stuzata, agências de Guarapuava, Cascavel e Maringá fecharam as portas para o atendimento ao público. ''Se não houver uma proposta satisfatória, a tendência é de ampliar as greves por todo o Paraná'', avaliou ele.
Ontem à noite, o comando nacional de greve esteve reunido com lideranças do BB. A proposta discutida vai ser analisada numa nova assembléia marcada para hoje à tarde. ''Vamos analisar. Se for satisfatória, se chegar no que foi acordado com os bancos privados, terminamos a greve imediatamente'', sinalizou.
Os funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF) analisam hoje às 17 horas se aderem à paralisação nacional. Os bancários reivindicam 12,6% de reposição salarial, abono de 1,5 mil, e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos bancos públicos. A PRL ficaria segundo cálculo dos bancários em um acréscimo de 80% do salário fixo além de um abono de outros R$ 650.
Em Londrina, os funcionários do BB e da Caixa teriam assembléia ontem à noite para decidir sobre adesão ou não à greve da categoria.

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