O Banco do Brasil e o Santander têm disputado a liderança na tendência de baixa das taxas de juros no mercado financeiro. As duas instituições anunciam de imediato a queda nos juros no crédito logo que o Comitê de Política Monetária divulgue uma queda na taxa básica da economia. As demais instituições financeiras, mesmo as de grande porte, não fazem alarde sobre as eventuais reduções em suas taxas para empréstimos.
O Santander passou a ter uma política de marketing mais agressiva no crédito logo após a compra do Banespa no leilão de privatização, no final do ano passado. Isso demonstra a clara disposição do Santander em crescer por meio da redução nos juros e expansão nos empréstimos. No Banco do Brasil, a redução nas taxas de juros foi expressiva e varia de acordo com o porte da empresa e também a atividade econômica.
Para operações rurais de mini produtores, por exemplo, as novas taxas diminuíram de 7,65% ao ano para 5,1% ao ano, caso o pagamento seja feito até a data de vencimento da operação. O Banco Santander anunciou queda nas taxas de juros em sua linha de crédito pessoal e no cheque especial, logo após o Copom ter reduzido a taxa básica de 15,75% para 15,25% ao ano.
A taxa de juro do crédito pessoal no Santander passou de 3,75% para 3,72%, e o Supercheque especial reduziu sua taxa de 9,30% para 9,20% ao mês. No supercheque especial, o Santander pratica juros decrescentes conforme o uso, sendo que ao utilizar o limite os 9,2% ao mês caem para 7,36% ao mês.

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