Brasília - O secretário de Previdência Complementar, José Roberto Savóia, afirmou ontem que a Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil e o maior do país, precisará aumentar as contribuições de participantes e da patrocinadora para cobrir o déficit da entidade no ano passado.
Por causa do fraco desempenho das Bolsas de Valores em 2001, o fundo acumulou perdas estimadas pela própria entidade em R$ 2,067 bilhões. Segundo Savóia, mesmo com uma recuperação das Bolsas neste ano não será possível zerar o déficit. ‘‘Existem duas soluções: aumentar contribuições ou reduzir benefícios. Como não se pode reduzir benefícios, será necessário fazer um ajuste nas contribuições’’, disse o secretário.
Ou seja, o BB e seus funcionários precisam pagar mais. Em 2001, o Banco do Brasil repassou R$ 344 milhões de contribuições normais e R$ 769 milhões referentes a dívidas antigas. No mesmo período, os funcionários entraram com R$ 423 milhões.
A Previ informou que o déficit do ano passado é conjuntural e será resolvido com uma alta das Bolsas. ‘‘O problema pode até ser minorado, mas mesmo assim será preciso o ajuste’’, contestou Savóia.

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