O Banco do Brasil está disponibilizando R$ 30 milhões, como parte do total de R$ 100 milhões liberados para Aquisição do Governo Federal (AGF) de algodão, autorizado pelo Ministério da Agricultura no dia 20 de maio.
O recurso atenderá prioritariamente regiões que já iniciaram a colheita, como os Estados do Paraná, São Paulo, e Minas Gerais. ‘‘A verba vai ser liberada gradativamente no decorrer dos próximos dois meses e, à princípio, o critério de distribuição do recurso deverá respeitar a proporcionalidade de produção’’, explicou o analista na área de algodão, da Conab, Djalma Fernandes de Aquino.
O algodão destinado à AGF deverá ser estocado pelo produtor em armazéns credenciados pela Companhia Nacional de Abastecimento, que recolherá 10% de cada lote e enviará à Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), responsável pela classificação do produto. Diferente do que ocorreu em anos anteriores, dessa vez a classificação não será feita por empresas estaduais credenciadas.
Segundo Aquino, essa medida foi adotada para evitar irregularidades como as que ocorreram no ano passado na compra de um lote de 45 mil toneladas, safra 97/98, de Goiás, em que algodão de fibra 28/30 foi classificado como tipo 6, fibra 30/32 – negociação que gerou prejuízos para o governo na hora de revender o produto.
Sem reajuste no preço mínimo há dois anos, o Deral informou que o custo variável de produção do algodão aumentou cerca de 15%, o que resultaria mínimo de R$ 32,90/arroba.

mockup