A superintendência do Banco do Brasil no Paraná chegou a devolver à agência central R$ 10 milhões dos recursos destinados ao setor agrícola no final de 1997, ‘‘por falta de demanda’’. A linha de crédito, da poupança Ouro no valor de R$ 1 milhão, era destinada aos médios e grandes produtores e não foi totalmente utilizada, porque a demanda já estava toda atendida, informou a assessoria do BB. Agora, em janeiro não devem haver muitas liberações de recursos porque a safra está em desenvolvimento. Serão liberados recursos isolados para o AGF do feijão e EGF de sementes.
Para a Faep, esse volume de recursos devolvido foi pequeno diante das necessidades e revela que não houve falta de dinheiro para o custeio no final do ano. O que houve foi um atraso na liberação de recursos para o custeio de médios e grandes produtores em outubro e novembro o que gerou protesto por parte da classe produtora e o governo apressou em liberar o dinheiro, admite o presidente da entidade Ágide Meneguette.
Segundo a superintendência do BB, o Paraná recebeu R$ 1,16 bilhão em recursos para o setor agrícola durante todo o ano de 1997. Desse total, R$ 368 milhões foram destinados ao custeio agrícola, R$ 73 milhões ao custeio pecuário e R$ 204 milhões para comercialização no período janeiro a dezembro. Para investimentos foram liberados R$ 17 milhões e mais R$ 198 milhões para a Conab que aplicou em AGF (Aquisições do Governo Federal) de produtos.
A superintendência destacou o atendimento ao pequeno e mini produtor que durante todo o ano não teve problema de falta de recursos. Segundo a assessoria toda a demanda dos agricultores familiares foi atendida. Conforme o balanço do BB, foram destinados às operações de custeio pelo Pronaf, R$ 90,3 milhões através de 31.660 contratos. O maior volume de recursos com essa linha de crédito foi absorvida pelo BB rural rápido, onde foram destinados R$ 20,8 milhões para a operação com 6.373 contratos. A linha BB rural rápido permite ao agricultor familiar sacar até um limite de R$ 5 mil como se fosse um cheque especial. A grande vantagem é a desburocratização da operação, informou a assessoria. Na linha do Pronaf Investimentos foram alocados R$ 70 milhões distribuidos em 7.500 operações.
A retomada da liberação de recursos está sendo prevista para fevereiro quando começam as primeiras operações de comercialização. Todas as parcelas já contratadas no ano passado têm a garantia de liberação das parcelas subsequentes, para a comercialização, informou a assessoria do BB.

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