BB deve direcionar R$ 1 bi em operações de CPR este ano
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sexta-feira, 13 de julho de 2001
Rodney Vergili Agência Estado 
O diretor de Negócios Rurais do Banco do Brasil (BB), Ricardo Alves da Conceição, informou ontem que a expectativa é que a Cédula de Produtor Rural (CPR) alcance o valor de R$ 1 bilhão, com o crescimento de 65,8% em relação a 2000.
Segundo ele, as operações com CPRs do BB somaram, no primeiro semestre de 2001, R$ 370,13 milhões nas modalidades física e financeira, valor 50% superior ao registrado no mesmo período de 2000.
O dirigente participou ontem do lançamento da modalidade CPR Financeira - Índice de Preço da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Ele observou que o funcionamento da CPR no mercado futuro é simples, sem a necessidade de depósito de margem e ajustes diários na bolsa.
Podem emitir CPRs os produtores e cooperativas. Os compradores no mercado futuro são, basicamente, pessoas físicas (que querem diversificar os investimentos em poupança financeira), fundos de investimentos, seguradoras e outras empresas que esperam ter ganhos nas operações do mercado futuro de café e boi gordo.
O produtor pode usar até 50% do limite de crédito ajustado para operações de mercado futuro em CPRs. Conceição revelou que a nata do produtor rural poderá emitir CPR que, desde 1995 (quando foi lançada), tem inadimplência zero.
O primeiro leilão ontem de CPR na Bolsa de Mercadorias envolveu 17 lotes de café, com ágio superior a 5% e volume de R$ 500 mil. O produtor de café Renato Lima de Souza, de Cabo Verde (sul de Minas Gerais), ofertou o primeiro lote de cem sacas de café no primeiro leilão de CPR Financeira por índice R$ 134,00 e com ágio de 11%.
Souza disse que o mecanismo é favorável ao produtor rural, dando garantia de preço e financiamento. O BB cobra uma taxa de até 0,65% ao mês para fornecer a garantia. Conceição afirmou que os bancos privados têm de destinar para o setor agrícola 25% dos depósitos à vista e que, possivelmente, serão atraídos para esses negócios na bolsa.
As operações, no momento, estão nos contratos de maior liquidez, como café e boi gordo, mas o BB analisa operar também com algodão, milho, soja e açúcar.
O BB estuda também lançar CPR de produtor agroindustrial como mais uma alternativa de apoio a agricultura, revelou Conceição.


