BB cria subsidiárias para administrar consórcios
Para estimular o crescimento econômico e a inclusão social, o Banco do Brasil divulgou na semana passada a criação de duas subsidiárias integrais para atuação em microfinanças e na administração de consórcios. A primeira atenderá exclusivamente o setor informal com produtos e serviços sob medida para esses clientes. A outra será uma empresa específica que irá atuar nas modalidades de veículos, motocicletas, bens duráveis, máquinas e equipamentos agrícolas e rodoviários. A previsão do banco é chegar aos 125 mil planos de consórcio logo no primeiro ano, alcançando volume de cartas de crédito na ordem de R$ 300 milhões.
Segundo Ivan Guimarães, coordenador do programa de microfinanças, o limite de empréstimo será de R$ 1 mil a uma taxa de juro de 2% ao mês. Para facilitar o acesso ao crédito, o Banco do Brasil simplificará o processo de abertura de conta corrente e transferirá esse público à rede de correspondentes bancários (lojas de varejo, supermercados e cooperativas) que hoje são 1,8 mil no País.
Esta subsidiária oferecerá a seus clientes: conta eletrônica, aplicações em poupança, fundos de investimento, RDB e CDB, cartão de crédito, seguros e planos de previdência, empréstimos pessoais e pagamento de contas e boletos. A expectativa do banco é atingir um milhão de trabalhadores informais até dezembro de 2004.
O início das atividades dessas subsidiárias depende ainda da avaliação do Congresso Nacional. Se elas forem aprovadas pelos deputados e senadores, seu funcionamento começará após 90 dias.
O BB também anunciou o fortalecimento da relação com as cooperativas de crédito, rurais e urbanas. Trata-se da implementação de Modelo de Negócios que privilegia a intensificação da parceria, inclusive com oferta de produtos e serviços customizados para cooperativas de crédito e seus cooperados.





