BB cria fundo para reduzir riscos de mercado
BB cria fundo
para reduzir
riscos de mercado
Mariângela Herédia
Agência Estado
O Banco do Brasil anunciou ontem a criação de um fundo de investimento para hedge (proteção contra oscilações de mercado) rural para reduzir os riscos de preço para o produtor e garantir seus contratos futuros na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). O fundo estará à disposição dos produtores na semana que vem.
A idéia é evitar que o produtor tenha surpresas na hora de comercializar sua safra, explicou o diretor de Finanças e Relações com o Mercado do BB, Carlos Gilberto Caetano. Segundo ele, o fundo vai funcionar aplicando recursos que entram no País dentro do espaço da 63 caipira - que tem taxas de juros mais vantajosas, entre 12% e 15% ao ano. O fundo vai evitar que, com as oscilações dos contratos futuros, quando houver chamada de margem, o produtor tenha de tirar recursos do próprio bolso.
Vai servir para garantir que a volatilidade dos preços não altere a renda do produtor, definiu Caetano. Segundo ele, os fundos agrícolas, recém-regulamentados por resolução do Conselho Monetário Nacional, serão compostos por 80% de títulos cambiais e 20% de papéis do mercado, para poder manter a liquidez para eventuais saques.
O produtor irá tomar os recurso no banco, via 63, e aplicar no fundo que garantirá os seus contratos, explicou. Ele lembrou que a quantidade de recursos emprestados tem relação direta com a capacidade de produção do tomador. Caetano informou também que o fundo só vai estar disponível para entidades ligadas a agricultura - exportadoras e processadoras de grãos por exemplo. Estes que estão na outra ponta também poderão se garantir.
O diretor de Finanças e Relações com o Mercado do Banco do Brasil, Carlos Gilberto Caetano, informou que o novo fundo terá R$ 50 milhões disponíveis para o ano agrícola 98/99. Não esperamos gastar tudo, afirmou. Segundo Caetano, no ano agrícola 97/98 o BB emprestou cerca de R$ 250 milhões, pela 63 caipiria. O valor não é tão expressivo se levada em conta a carteira de crédito agrícola do banco de R$ 23 bilhões neste ano.





