BB cria cheque especial para empresas
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sexta-feira, 03 de julho de 1998
Agência Estado 
O Banco do Brasil prepara uma nova linha de crédito específica para micro e pequenas empresas, que deverá estar disponível ainda em 98. Trata-se do cheque especial pessoa jurídica, associado a uma linha de crédito para capital de giro no chamado conceito rotativo. Isto significa que o cliente só pagará os juros referentes ao período em que usar o recurso, sem o dispêndio de uma tarifa mensal fixa, segundo o superintendente executivo da unidade comercial do BB, Edson Monteiro.
O cheque especial pessoa jurídica, segundo ele, destinado aos micro e pequenos empresários terá um limite entre R$ 500,00 e R$ 10 mil. Pelo novo sistema, o cliente deverá se candidatar ao cheque especial no limite pretendido, mas também terá direito a um crédito rotativo vinculado à sua capacidade de pagamento.
Pelo crédito rotativo, pagará uma taxa fixa pelo período em que o contrato for firmado, mais juros correspondentes ao período de utilização do crédito adicional. A idéia, segundo Edson Monteiro, é que o empresário recorra, primeiro, ao crédito rotativo, pelo qual pagará juros entre 3% e 4% ao mês. E, em um segundo momento, se necessitar, ao cheque especial, com juros mensais em torno de 8% ao mês.
Monteiro explicou que a intenção do BB, com o novo sistema, é abrir mais uma possibilidade de recursos para capital de giro somente para micro e pequenos empresários. Atualmente, esse tipo de cliente acaba recorrendo ao cheque especial pessoa física para saldar seus compromissos, pagando juros mensais de 7,9%. Segundo ele, esta é uma modalidade exclusiva de atendimento aos micro e pequenos empresários, porque o cheque ouro empresarial do Banco do Brasil contempla todas as empresas, independentemente do porte, com a mesma taxa de juros.
Dos atuais 750 mil clientes do BB, segundo Monteiro, 700 mil são micro e pequenas empresas, com faturamento anual de até R$ 700 mil. A política de estimular o crédito para esse segmento empresarial, como explicou, faz parte da estratégia do governo de criar empregos. Enquadram-se também nessa estratégia a antecipação de crédito para o comércio lojista por meio de vendas feitas com cheques pré-datados e com cartão de crédito. Existem aplicados, hoje, nessas duas modalidades, R$ 650 milhões, sendo que R$ 600 milhões se referem a cheques pré-datados a ser cobrados. Monteiro informou ainda que o BB também deverá implementar, no próximo mês, a antecipação de crédito para as vendas parceladas do cartão de crédito.


