Arquivo FolhaPequenos e médios empresários terão recursos para projetos de modernização e novos investimentosO Banco do Brasil está ampliando suas linhas de crédito para as pequenas e médias empresas. Segundo o superintendente executivo da área comercial do BB, Edson Monteiro, a partir desta semana o banco estará oferecendo mais R$ 130 milhões, provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), para projetos de modernização e investimentos nas áreas industrial, de comércio e de serviços, operados pelos pequenos e médios empresários.
Para fazer o empréstimo, o empresário deve ser ou se tornar cliente do BB. O prazo para pagamento do financiamento será de 36 meses, com um ano de carência, juros pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 5,462% ao ano. O limite para cada operação de financiamento é de R$ 35 mil. O Banco do Brasil também está oferecendo, nas mesmas condições, uma outra linha de crédito, no valor total de R$ 10 milhões, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND), que foi implementada na semana passada.
Edson Monteiro explica que, para tornar os financiamentos mais acessíveis, as taxas de juros que eram pela Taxa Referencial (TR) mais juros de 9% ao ano, foram reduzidas para a TJLP mais 5,462% anuais. Até agora, segundo ele, na linha de R$ 10 milhões já foram contratadas cerca de 300 operações, a maioria delas por pequenas e médias empresas localizadas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. ‘‘As empresas desses Estados têm tradicionalmente tomado mais empréstimos’’, observa.
O superintendente comercial do Banco do Brasil diz ainda que o banco também está começando a operar com uma nova linha de financiamento de capital de giro para as pequenas e médias empresas que trabalham com cheques pré-datados: o BB-Credicheque. Os recursos disponíveis nessa linha, segundo ele, são inicialmente de R$ 70 milhões, e os clientes poderão realizar a operação com juros fixos a partir de 2,5% ao mês. A taxa de juros nessa linha varia conforme o risco do cliente.
Nessa sistemática de empréstimo, os cheques pré-datados e custodiados pelo Banco do Brasil servirão como garantia. Os empresários classificados como clientes de primeira linha (com menor taxa de risco) poderão tomar emprestado até o valor de 90% do saldo mantido sob custódia no banco. Caso não queira adiantar os recursos, a empresa terá os valores dos cheques pré-datados que forem sendo compensados depositados na sua conta, sem pagar a taxa fixa de juros. Neste último caso, Edson Monteiro explica que o cliente pagará apenas os R$ 0,12 correspondentes ao serviço de custódia dos cheques.

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