Uma lista de compras e um orçamento apertado. Essa matemática desleal para o consumidor acaba em saldo positivo para os bazares de Natal. Muita gente querendo comprar, mas gastar pouco e atender a todos. E os comerciantes formais e informais, que sofrem com o tempo das ''lembrancinhas'', acabam incrementando as vendas se unindo nesta modalidade de comércio.
Em Londrina acontece uma dezena deles neste fim de ano, que se espalham por bairros e pelo centro da cidade. Na última semana de compras que antecede o Natal o Bazar do Country encerra a busca pelos compradores atraídos por descontos. O bazar reúne 63 expositores, lojistas e artistas que mostram seus produtos no salão social do clube. A entrada é gratuita e a oferta são roupas, bijuterias, bolsas, calçados, vinhos, cosméticos e artesanato. A variedade é grande e os preços estão bem abaixo do mercado, com descontos que chegam a 60%.
As irmãs Sandra e Adriana Zanardi têm lojas em Londrina e Cambé, participaram de quase todos os bazares vendendo roupas. Elas colocam nas araras tudo que vendem na loja só que pela metade do preço ou até menos. ''Os bazares são bons porque vendemos tudo rápido e o principal é que conhecemos muita gente, é uma maneira de conseguir novos clientes e agradar os nossos com preços promocionais'' - avalia Adriana. Elas oferecem shorts de grife R$ 25, bermudas que eram de R$ 90 por R$ 40 e saias de R$ 60 por R$ 30.
O cliente se diverte no meio de tantas opções em um único lugar. A empresária Adriana Nogueira passou por todos os bazares dos quais ficou sabendo. Um deles aconteceu em frente a casa dela, na área central de Londrina. Adriana foi até o bazar todos os dias, comprou presentes e garimpou as promoções. ''Comprei camisas masculinas de grife pela metade do preço do shopping, pra mim a vantagem é que economizo em média 40% nas compras. Em bazares a gente encontra comerciantes que só vendem em casa, e muita coisa diferente no mesmo lugar'' - diz.
No bazar do Country a grife de roupas femininas Silvia Dorê levou todo o estoque do verão passado e reduziu o preço em 70%. Blazer de R$ 328 foi para R$ 129, blusas de seda foram de R$ 298 para R$ 79. A gerente de vendas da fábrica, Edna Lopes, diz que ainda dão prazo de 30 dias no cheque.
O preço é sempre o grande atrativo nos bazares e o segredo é tempo pra olhar tudo e garimpar os melhores descontos.
A loja Nut que vende do número 1 ao 44 trouxe roupas para as festas de fim de ano e o básico, para as crianças grifes com preço muito atrativos. Tem calça jeans por R$ 32, camisetas por R$ 13. ''Todo mundo quer levar muitos presentes e gastar pouco. Aqui a mãe fica contente e a família bem vestida'' - diz Flávia Matida.
A artista plástica Creusa Bignami veio de Rolândia com os dois netos. ''Fiquei sabendo do bazar e vim passear. Achei tudo de bom gosto e os preços bem em conta, variedade grande. O melhor é que tem até praça de alimentação para as crianças.''
Os bazares procuram se modernizar, mudaram o figurino de popular para moderno. O cliente circula em corredores com ar condicionado, vê grifes, opções diferenciadas, tem até degustação de vinhos e produtos importados e pode voltar pra casa de sacola cheia, o que tem sido raro ultimamente. Alguns desses bazares buscam fins assistenciais. O do Country, que começou na terça e termina amanhã, ajuda a Casa de Apoio Madre Leônia, que atende pessoas que vêm de fora da cidade para tratamento de saúde e não pode pagar pela hospedagem a alimentação. ''Encontramos uma via de duas mãos, é uma oportunidade para o consumidor e uma grande ajuda para a Casa de Apoio, todos podem participar'', diz Sônia Spigolon, voluntária da casa.

Serviço
- Bazar de Natal no Londrina Country Club, Salão Social. Hoje e amanhã, das 10 às 21 horas. Entrada franca

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