Integrado pela Bayer S.A., Bayer Polímeros (atividades em materiais termoplásticos), Dystar (joint-venture para corantes têxteis), e H&R (que produz aromas e fragrâncias), o Grupo Bayer no Brasil obteve, em 99, um faturamento de R$ 1,28 bilhão. Em moeda nacional, esse valor representa 33% acima do faturamento de 98. Em dólar, o faturamento cai para 714 milhões, em virtude da desvalorização do Real, no início do ano passado.
O resultado foi considerado bom pelo grupo, que reuniu a imprensa em São Paulo na quarta-feira para apresentar os números. A desvalorização da moeda não foi totalmente desvantajosa para a Bayer que, com a medida, pode praticar preços mais competitivos que os produtos importados e aumentou sua participação no mercado nacional. O resultado operacional do grupo foi de US$ 19,6 milhões.
‘‘Calculado em dólares, iniciamos o ano 2000 com um crescimento no nosso faturamento na ordem de 15%. Em relação ao mesmo período do ano passado (primeiro trimestre), o setor de polímeros foi o que mais se destacou, com crescimento de 24%’’, informou o presidente da empresa e porta-voz do grupo para o Brasil, Helge Karsten Reimelt. Os números, diz Reimelt, estão dentro do planejado para o ano.
Para 2000, a empresa espera um resultado melhor. Reimelt não arrisca cifras. Ele diz apenas que as perspectivas são boas com lançamentos da multinacional na área de medicamentos, como o antibiótico Avalox, que deve gerar receita de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões; além da perspectiva de aumento na produção de óxido de ferro (pigmento para lajes, pisos etc).
Em todo o mundo, a Bayer é composta por mais de 350 empresas e possui 120.400 profissionais contratados. Em 99, a multinacional investiu US$ 2,5 bilhões em pesquisas e desenvolvimentos, sendo US$ 1,6 bilhão na área de medicamentos (science life), além de US$ 2,8 bilhões em novos equipamentos e produções.
O presidente da Bayer não quis fazer comentários, durante a coletiva, sobre a CPI dos medicamentos. Ele disse apenas que a última vez que o grupo alterou preços de sua prdoução foi em agosto do ano passado. Reimelt admitiu que a entrada dos genéricos no mercado deve afetar os negócios da empresa no setor, mas também não arriscou falar em números, lembrando que os genéricos já são comuns em outros países. Ele comentou apenas que a aspirina já tem 100 anos de comercialização e ainda vende US$ 400 milhões por ano em todo o mundo.

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