Bateria de celular terá descarte consciente
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Edson Pereira Filho<br> Reportagem Local 
A Sercomtel em Londrina lançou ontem o analisador de baterias para celulares, que já está à disposição de usuários em 26 pontos da cidade, entre lojas, prestadoras de serviço e magazines. O aparelho foi desenvolvido nos últimos quatro anos, por uma parceria entre o departamento de Física da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Sercomtel e Fundação Araucária, esta última vinculada ao governo do Estado. No Brasil existem 140 milhões de aparelhos celulares, estima-se que 30% deles são jogados anualmente no lixo junto com a bateria.
O usuário poderá levar a bateria para ser analisada e, dependendo da situação, fará o descarte no próprio local. A análise é gratuita e demora cerca de duas horas. ''O que queremos com isso é promover a durabilidade das baterias e adiar seu descarte'', informa Gabriel Campos, presidente da Sercomtel. O executivo informa que a empresa caminha no sentido de adquirir o selo ISO 14000, certificado internacional entregue às empresas que se destacam pela proteção ao meio ambiente. ''Diferente de outras empresas do setor, não visamos só o lucro, mas a defesa do meio ambiente'', declara.
''O descarte de aparelhos celulares com baterias no meio ambiente é frequente no Brasil. O que queremos é dar uma destinação correta para este material altamente nocivo'', informou Oscar Bordin, vice-presidente da Sercomtel. Bordim é o diretor responsável no encaminhamento da pesquisa do analisador, que custou à empresa R$200 mil.
A parceria também anunciou durante o evento que investirá outros R$ 150 mil para reciclar as baterias descartadas pelos usuários. Componentes das baterias serão desmontados e vendidos para empresas interessadas neste tipo de material. ''Queremos evitar, cada vez mais, que metais pesados cheguem ao meio ambiente'', declarou Wilmar Marçal, reitor da UEL. Segundo ele, a universidade pretende incrementar políticas neste sentido com empresas privadas, por meio da Agência Tecnológica da UEL.
Os pesquisadores do departamento de Física da UEL, Jair Scarmínio e Alexandre Urbano foram os criadores do novo equipamento. Segundo Scarmínio, cada aparelho possui até 50 módulos de análise de baterias. Sobre a segunda etapa, que será o desenvolvimento de pesquisa para reciclar baterias condenadas de celulares, o pesquisador estima que levará um bom tempo. ''Não há previsão, mas a idéia é fazer com que possamos reutilizar o máximo possível deste material descartado'', informa.
A Sercomtel, além das 26 lojas e magazines, disponibilizou apenas para descarte de baterias 11 pontos de grande fluxo na cidade de Londrina: Aeroporto de Londrina, Restaurante da UEL e Lanchonete Pinguim, no IAP, Biblioteca Pública, Embrapa, CMTU e Sema. Estas baterias servirão para as pesquisas de reciclagem dos físicos da UEL. Bordim da Sercomtel acrescentou que todo dinheiro resultante da reciclagem de baterias, será reinvestido para o avanço na aplicação deste material.


