Batavo vai especializar setor produtivo do leite
A Cooperativa Agropecuária Batavo está implantando um projeto para especialização da produção de leite na região dos Campos Gerais. O objetivo é tornar os pequenos e médios produtores especialistas na atividade de produzir leite, liberando espaço para o surgimento de outros especialistas na atividade de cria e recria de animais jovens e de produção de alimentos para o gado. Esse modelo exige uma parceria bem afinada entre os criadores e agricultores, que vão se integrar como consumidores e fornecedores com contratos firmados entre eles.
O modelo foi implantado como projeto piloto em Carambeí há dois anos, informou Winston Vicente Giardini, zootecnista da cooperativa Batavo. Hoje, o governador Jaime Lerner está na região, onde assina um protocolo de intenções com o presidente da Batavo, Franke Dijkstra, para repassar recursos do programa Paraná 12 Meses para financiar parte do projeto. A idéia da cooperativa é formar um fundo rotativo, onde os recursos vão financiar os agricultores na aquisição de equipamentos e modernização das instalações, a juros e taxas compatíveis com a atividade.
Com a quitação do financiamento os recursos serão utilizados para financiar novos produtores interessados em ingressar nesse novo sistema de produção. A meta é atingir 200 pequenos e médios produtores, dos 350 que fornecem leite para a Batavo. Essa parceria poderá resultar num incremento de 6,3 milhões de litros de leite, que corresponde a 9% da produção anual da cooperativa, que é de 70 milhões de litros.
Com a implantação desse modelo, a Batavo pretende quebrar o ciclo de produção que fecha o circuito dentro da propriedade, disse Giardini. Ele afirmou que o sistema onde o pequeno e médio criador produz o leite, cria e recria os animais jovens e ainda reserva uma área da propriedade para a produção de alimentos para o gado tem-se revelado ineficiente e improdutivo. Para alcançar produção em escala, como exige a adaptação à economia globalizada, esse produtor precisa incorporar mais áreas na propriedade e a falta de capital limita esse crescimento, explicou.
Com a área que era reservada anteriormente para a produção de alimentos para o gado, o produtor ganha espaço para aumentar o plantel ou então arrenda essa área e ganha um rendimento mensal fixo. Com a compra de alimentação, o custo de produção do criador cresce em 10%, mas a renda líquida aumenta em torno de 15%, revela um estudo feito pelos técnicos da cooperativa. O modelo está atraindo os produtores que querem aderir ao novo sistema. O projeto piloto iniciou com três parcerias e até agora 20 produtores já manifestaram o interesse em mudar o sistema de produção em suas propriedades.ArquivoNovo conceitoCria e recria não são atividades do produtor de leite que deve aumentar área e partir para produção de escalaVânia Casado





