Batávia vai disputar mercado de peru
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quarta-feira, 05 de maio de 1999
Vânia Casado 
A Batávia, indústria de laticínios e carnes pertencente ao grupo Parmalat, vai colocar em operação, a partir de agosto, a nova linha de produção de abate e industrialização de peru. Atualmente, só a Sadia é que abate, industrializa e comercializa peru no país. Essa linha de produção faz parte da modernização da indústria, sediada em Carambeí, que produz laticínios e derivados de aves e suínos.
Com a nova linha de produção, a expectativa do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Carambei (Sintac) é que 130 pessoas sejam recontratadas. Recentemente a Batávia demitiu mais de 250 funcionários, informou Donizete Gelinski, diretor do Sindicato. Segundo a assessoria de Imprensa da Batavia, os candidatos à recontratação passarão por um curso de qualificação e requalificação para trabalharem com as novas máquinas.
Desde o segundo semestre do ano passado, a Batávia está se preparando para produzir peru. Ela já instalou os matrizeiros, encubatórios e estava qualificando os produtores-candidatos à integração para fornecimento da ave, já que o processo de criação exige um produtor bastante qualificado.
A linha de produção de peru foi implantada com a modernização das instalações da Batávia, empreendimento que será inaugurado amanhã pelo governador Jaime Lerner. A Batávia está investindo R$ 72 milhões e foi enquadrada para receber os incentivos fiscais do programa Paraná Mais Empregos. Segundo a Secretaria da Indústria e Comércio deverão ser gerados 414 empregos diretos e 1.020 empregos indiretos. O faturamento previsto é de R$ 369 milhões por ano e a geração de ICMS deverá render R$ 14,9 milhões aos cofres do Estado por ano.
Fábrica de rações Além da Batávia, Lerner inaugura também as novas instalações da fábrica de rações da cooperativa de produção Batavo, em Carambéi, que está substituindo a antiga fábrica que foi desativada em fevereiro desse ano. A fábrica vai produzir ração para bovinos, aves e suínos e vai atender os produtores associados à cooperativa e ao mercado regional.
Segundo o gerente de operações da cooperativa Batavo, Jan Van Der Vinne, trata-se da planta indústrial mais moderna da América do Sul, quase que totalmente importada da Holanda. A fábrica é compacta, opera com 35 funcionários e tem capacidade para industrializar 50 toneladas por hora e está em operação desde janeiro. Atualmente está produzindo 17 mil toneladas por mês. A cooperativa investiu US$ 10 milhões na construção da nova planta industrial e importação dos equipamentos de automação.
A grande vantagem da fábrica, ressaltou Van Der Vinne, é a confiabilidade do produto. Isso porque o sistema de dosagem dos grãos e granulados é feito totalmente por computador, que recebe a matéria prima de 50 silos e sete balanças, o que assegura a procedência e a qualidade do produto.


