A Batavia S.A. - dona da marca Batavo - tem planos arrojados para o futuro próximo. Até junho de 1999, o setor de carne, por exemplo, já estará completamente reestruturado e a produção que hoje se restringe a frangos e suínos, ganhará um leque de novos produtos. O segmento de laticínios também será inovado. ‘‘Os investimentos somam R$ 65 milhões, que serão feitos ao longo de dois anos’’, afirma Arthur Gilberto Voorsluys, diretor-geral de Laticínios.
Como a receita estimada para este ano é de R$ 500 milhões, o que significa um crescimento de 10% sobre o ano anterior, a Batavia, que hoje briga pelo quinto lugar no ranking, quer triplicar seus dividendos e produção na área de carne, no máximo, em dois anos. Cerca de 30% do faturamento são provenientes deste setor.
Flávio Kaiber, gerente-geral da Divisão de Carne, prefere não detalhar os projetos do setor, mas garante que dos 800 itens que são comercializados, muitos sairão de linha para dar lugar a produtos mais competitivos e diversificados. ‘‘Em junho, já estaremos com uma grande variedade de produtos no mercado, e a intenção é estar entre os três maiores’’, afirma.
Dos R$ 65 milhões desembolsados, cerca de R$ 4,5 milhões serão destinados ao setor de carne.
Responsável por 70% da receita da Batavia, o setor de laticínios receberá uma injeção de R$ 25 milhões em investimentos, que serão consumidos na ampliação do parque industrial. ‘‘Até final do ano 2000, a projeção é crescer 20% na produção’’, afirma Voorsluys.
Só neste ano, a empresa já lançou 29 novos produtos. ‘‘É um mercado em expansão’’, diz o diretor.
A italiana Parmalat detém 51% das ações da empresa, enquanto a Cooperativa Central de Laticínios Paraná é dona de 49% das ações.

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