Batávia destitui cinco executivos
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2004
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os cinco executivos ligados à Parmalat que faziam parte do Conselho de Administração da Batávia foram destituídos, durante assembléia geral extraordinária na manhã de ontem. O presidente da Cooperativa Central de Laticínios do Paraná e da Batavo, Jacob Carol Vink, é o novo presidente do órgão diretivo. Foram nomeados, ainda, Dick Carlos de Geus, Geraldo Verschoor, Marco Antonio do Prado, Adilson Roberto Fuga, Frans Borg, Neivor Canton, Albert Salomons e Franke Dijkstra, todos ligados ao pool de cooperativas de leite.
Em nota oficial, a Cooperativa Central de Laticínios do Paraná comunicou que a medida atende determinação judicial da ação em trâmite na Vara Cível de Castro na qual foi concedida liminar para exclusão dos acionistas da Parmalat Brasil S.A. Indústria de Alimentos. São eles: Ricardo Gonçalves, Marco Dalpozzo, Carlos Borges, Andrea Ventura e Paulo Carvalho Engler Pinto Júnior. ''(...)Em vista de tal deliberação, a Batávia passa a ser controlada e administrada por executivos de confiança das Cooperativas sócias, não tendo mais qualquer tipo de ingerência por parte da sócia excluída Parmalat Brasil S.A. Alimentos'', prossegue a nota.
A Parmalat detinha 51% das ações da Batávia, fábrica localizada em Carambeí (20 quilômetros ao norte de Ponta Grossa). A multinacional italiana perdeu o controle da indústria Batávia por decisão da Justiça. A sentença foi da juíza Denise Comel, da comarca de Castro, e saiu na última sexta-feira. A decisão teve como fundamento a necessidade de preservar a indústria paranaense do processo de concordata pedido pela multinacional italiana. A decisão da Justiça saiu com base em um pedido de liminar ajuizado pelas cooperativas Batavo, Castrolanda e Capal.
Os conselheiros foram indicados pela Cooperativa Central de Laticínios do Paraná e pela Agromilk, formada por diversas cooperativas de Santa Catarina. As cooperativas tem 49% das ações da Batávia e não querem sair prejudicadas com a crise da matriz italiana.
Para evitar maiores problemas, o deputado federal do Paraná Luiz Carlos Hauly (PSDB) integrante da Comissão Especial da Parmalat na Câmara Federal , propõe que as unidades produtivas no Brasil tenham a contabilidade analisada separadamente. O objetivo é evitar o impacto dos probelmas financeiros da matriz italiana. Ele citou a unidade Batávia, em Carambeí, que tem dívidas de R$ 43 mil. ''Pode-se dizer que não há dívida dessa unidade'', comentou o deputado. A dívida total do grupo, de acordo com o administrador da Parmalat Participações do Brasil Ltda, Andrea Ventura, é de US$ 758 milhões de dólares. A intenção de Hauly é preservar empregos, mantendo as unidades brasileiras.


