O valor da cesta básica em Londrina sofreu aumento de 3,21% em maio sobre abril, puxado principalmente pela variação de 57,38% no valor da batata. Como o produto sofreu com a baixa de preços no ano passado, houve redução da área plantada e a consequente queda na oferta em 2013. Mesmo assim, o coordenador da pesquisa da Faculdade Pitágoras, Flávio Oliveira dos Santos, considera que o custo do kit está estável nos últimos três meses.
Em maio, o preço médio da cesta para uma pessoa foi de R$ 283,30 e para uma família com dois adultos e duas crianças, de R$ 849,90. Santos lembra que o custo individual havia sido de R$ 274,50 em abril e de R$ 293,44 em março. "Considero que está estável também porque a pesquisa foi feita em uma segunda-feira, dia em que há menos promoções nos supermercados", diz. O levantamento ocorre tradicionalmente no dia 2 de cada mês ou no primeiro dia útil seguinte à data.
O pesquisador conta que o preocupante é a variação positiva de 7,60% no custo da cesta desde o início do ano, com aumento acumulado de 23,69% em 12 meses. Ele considera que a desoneração de impostos dos produtos do kit, anunciada em março pelo governo federal, ajudou a conter a tendência de alta, mas que problemas climáticos continuam a interferir nos preços. "A batata vinha subindo de preço desde novembro do ano passado, mas aos pouquinhos. Em maio, o valor se sobressaiu porque está chovendo muito, o que dificulta a colheita."
Para economizar, Santos orienta a pesquisar preços em no mínimo três supermercados. Se o consumidor comprar os produtos mais baratos nos nove estabelecimentos pesquisados, economizaria 18%, ou R$ 52,71, em uma cesta individual e 28%, ou R$ 193,78, na familiar. "É preciso buscar promoções principalmente em itens de hortifrúti e carnes", afirma.
Ele sugere ainda fazer compras nas terças, quartas, quintas e sextas-feiras, dias com mais ofertas. As duas maiores diferenças de preço encontradas foram sobre a carne, que variou de R$ 11,99 por quilo a R$ 15,90, ou 32%, e no preço da batata, de R$ 3,59 por quilo a R$ 5,25, ou 46%.

Dor no bolso
É difícil encontrar um consumidor que não esteja descontente com os preços dos alimentos nos supermercados. O aposentado José Rodrigues Guerra diz ter sentido o peso no orçamento e não acredita que a desoneração da cesta tenha chegado ao público. Como faz compras sempre no mesmo lugar, ele prefere substituir os produtos de custo muito alto. "Se a batata está cara, pego inhame para amanhã e espero o preço baixar."
A zeladora Maria de Fátima Soares de Araújo também reclama. "Senti a alta de preços, mas dou uma pesquisada para ver se acho mais barato em outro lugar", conta. Mesma estratégia usada pelo técnico agrícola Hermelindo Parra, que aproveita a caminhada diária que faz para se exercitar e passa por uma rota de supermercados. "Só que está caro em todos os lugares. A gente sai para fazer compras e se assusta, porque não leva nada e já gasta R$ 50."

Imagem ilustrativa da imagem Batata puxa alta de 3% na cesta básica



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