Curitiba- A cesta básica de Curitiba fechou o mês de outubro com alta de 4,22%. Este é o segundo mês consecutivo que os 13 produtos pesquisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) sofrem aumento. Nos últimos dois meses, a cesta acumula uma alta de 6,84%, no ano teve queda de 6,71% e nos últimos 12 meses subiu 0,29%.
  Dos 13 produtos pesquisados, oito subiram, dois ficaram estáveis (café e açúcar) e três tiveram queda. A maior alta foi registrada na batata que subiu 25%. Segundo o economista do Dieese, Sandro Silva, o aumento ocorreu em função da entressafra. O produto subiu em sete das nove capitais pesquisadas pelo Dieese e, entre maio e setembro, caiu 47,8%.
  A banana subiu 17,33% devido a recuperação de preço e redução de oferta. Nos últimos dois meses, o produto subiu 24,5%. O tomate teve alta de 14,71% e ficou mais caro em 15 das 16 capitais pesquisadas devido a entressafra. Nos últimos dois meses, o produto subiu 64,2%. O arroz teve um reajuste de 9,42% também em função de entressafra. Este produto ficou mais caro em dez das 16 capitais que fazem parte da pesquisa.
  Também ficaram mais caros o óleo de soja (2,51%), a carne (1,83%), a manteiga (1,06%) e o feijão (1,04%). Os três produtos com queda foram pão (-0,74%), farinha de trigo (-1,06%) e leite (-1,77%).
  A cesta básica teve reajuste em 14 das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese. As principais elevações ocorreram em Belo Horizonte (6,89%), Vitória (5,41%), Florianópolis (5,22%), Aracaju (4,53%) e São Paulo (4,44%). As únicas capitais que tiveram queda foram Recife (-0,79%) e Salvador (-0,47%). Curitiba teve a sexta maior alta em porcentual e em valor e fechou o mês de outubro em R$ 495,15. O Dieese calcula que o salário mínimo necessário em outubro deveria ser de R$ 1.510,00.
  No ano, os produtos com maiores quedas foram o feijão (-28,94%), a batata (-38,60%) e o tomate (-34,73%). As maiores altas foram da banana (23,03%) e do açúcar (20,16%).

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