A Internet está sendo o campo de batalha de futuros administradores de empresas neste segundo semestre. Trata-se de um jogo virtual, onde os participantes gerenciam empresas num ambiente de concorrência e de aprendizado prático. Estudantes de Engenharia da Produção da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e de Direito da Universidade Estadual de Londrina (UEL) levaram, respectivamente, o título de primeiro e segundo lugar no Paraná. Da disputa participaram 12,1 mil estudantes universitários, divididos em 2,8 mil equipes. O detalhe do combate é que, pelo décimo ano consecutivo, quem leva o prêmio no Estado são estudantes de outras áreas e não alunos de administração, como era de se esperar.
A iniciativa, que recebe o nome de Desafio Sebrae, segundo André Basso, do Sebrae-Londrina, coordenador da atividade, visa trazer o mundo real das empresas para os estudantes, já que a universidade se preocupa com aspectos teóricos e não práticos. Ele lembra que nas dez edições alunos de outras áreas, menos de administração, ganharam o concurso. ''As vezes as pessoas se julgam péssimas para tomar decisões, principalmente, empresariais. Mas o jogo lhe dá a capacidade de avaliação para saber se tem ou não condições para tomar tais decisões'', sintetizou.
A batalha simula um ambiente de concorrência empresarial. O jogo é parecido com os Sim City americano, este último simulando a administração de uma cidade. Os contentores se inscreveram em março e em maio deste ano se deu o início do confronto virtual entre empresas do ramo calçadista. O evento levou 2,8 mil equipes do Paraná a utilizarem as mesmas ferramentas administrativas de gente grande do mercado real. Os participantes lançaram mãos de estratégias comerciais, de produção, de administração financeira, logística e markentig. O objetivo era ser a empresa mais forte do setor.
O jogo com termos administrativos, estranhos, portanto, para novatos advogados e especialistas em produção, não intimidaram as equipes. O lado lúdico dos empreendimentos empresariais incentivou os jovens estudantes da UEL e UEM à superação de suas limitações sobre o domínio do tema. Não faltaram pesquisas de quase três dias para se tomar uma decisão, de cunho meramente administrativo, mas que significava estar fora ou não do mercado, fora ou não do jogo. A Crise Mundial entrou neste cenário, sendo, segundo seus contentores, o divisor de águas para os sobreviventes das empresas vencedoras.
A primeira batalha foi vencida e os empresários virtuais foram premiados no início deste mês de outubro pelo Sebrae. Duas chavez, com oito equipes, elegeram como vencedores da Terere Storm, formada pelos alunos de Engenharia da Produção da UEM, Daniel da Silva Barros Filho, Marcos Vinicius Shinohara Viviani, Alex Leonardo Baretta, Leonardo Rigolin Fregoneze e Leonardo Galvão Daun. Já pela outra chave, a equipe Status Cool, formada por estudantes de Direito da UEL, Sérgio Américo de Sousa Fortes, Régis Felipe Consulo Belizário, Wanessa Santana de Oliveira, Alisson Manique Boggo e Mario Roberto da Silva, este último fazendo Ciências Econômicas e Direito.
A Terere Storm - traduzida pela equipe como sendo Tempestade de Idéias - foi escolhida como campeã estadual. Mas a Status Cool, numa tradução aproximada Direito Descolado, também entrará na briga da semifinal nacional, que acontece em Florianópolis, com a participação de 32 equipes, entre os dia 27 outubro e 2 de novembro. Oito equipes serão eleitas as melhores e se enfrentarão em Brasília, sem data marcada. A equipe vitoriosa ganhará como prêmio uma viagem para Itália, visitando o setor empresarial daquele país.

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