A unidade Agro do Grupo Basf está fazendo o lançamento no Paraná (segunda-feira, em Londrina e, hoje, em Maringá) do herbicida Aramo 200, um pós-emergente utilizado no controle de plantas daninhas nas culturas de feijão, soja e algodão. O Aramo age de maneira sistêmica e controla as gramíneas anuais e perenes. É composto pelo princípio ativo Tepraloxydim 200g/l. O Aramo é desenvolvido e produzido pela matriz da Basf na alemanha, conforme a Assessoria de Comunicação da Basf.
Ao lançamento em Londrina estiveram presentes lideranças agrícolas, pesquisadores da Embrapa, técnicos da Emater e cooperativas. Além do gerente da Unidade Sul da Basf Divisão Agro, Nilson Muhl, coordenaram o evento os técnicos Celberto José Weiler, chefe do setor de vendas; Marcelo K. Venante e Luciano Pinto, técnicos do setor de vendas.
Fez parte do programa de lançamento do herbicida a apresentação de uma peça teatral (‘‘O futuro é aqui’’), do grupo V Teatro, que aborda como o produtor deve lidar com as ervas daninhas. O elenco composto por cinco atores mais equipe percorre 9 mil quilômetros para fazer nove apresentações.
Biotecnologia No próximo mês, a Basf (Unidade Agro) lança o Clierfield, um sistema de produção baseado em biotecnologia que vai disponibilizar para o mercado brasileiro uma semente de milho resistente ao herbicida Onduty (da família das imidazolinonas), que é fabricado pela empresa.
Como a Basf não produz sementes, o milho será vendido pela empresa Dekalb. ‘‘A introdução dos gens de resistência ao herbicida é natural. Usamos gens do próprio milho’’, explicou o gerente de marketing da Basf, Luis Carlos Cavalcante.
O anúncio foi feito dias no último dia 22, em São Paulo, pelo diretor de negócios da Agro Basf no Brasil, Wilson Hernandes, durante o Agromeeting que reuniu distribuidores da empresa e agricultores de todo o País.
O sistema Clierfield foi desenvolvida pela Cyanamid, empresa americana adquirida no mês passado pela Basf por US$ 3,8 bilhões. ‘‘Seremos os primeiros a lançar biotecnologia no Brasil’’, afirmou Hernandes.
Com a aquisição da defensivos agrícolas Cyanamid, a Basf passa a figurar entre as três maiores empresas do setor no País, detendo 14% do mercado nacional.
Segundo o gerente de marketing da Basf, as vantagens do milho resistente ao Onduty são a redução da quantidade de aplicação herbicida – apenas algumas gramas por hectare –, uma janela de aplicação de duas semanas e um espectro de ação ampla, que atinge capim e folhas largas.
Com fábricas em Guaratingueta (SP), Paulínea (SP) e Resende (RJ), a Basf prevê investimentos de US$ 700 bilhões em biotecnologia nos próximos dez anos. ‘‘Estamos investindo para aumentar a quantidade de proteína nas sementes, melhorando o valor nutritivo do alimento’’, disse Hernandes.
Nos próximos cinco anos, a empresa também deve lançar cana-de-açúcar, soja e algodão resistentes ao herbicida. Até 2003, a Basf pretende lançar 13 herbicidas, sete inseticidas, três reguladores de crescimento e 20 fungicidas. Com a junção da Cyanamid, a empresa conta hoje com uma linha de 107 produtos. Todos os produtos levam a marca Basf.

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