Barshefsky diz que sem entendimento não haverá Alca
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de dezembro de 2000
Agência Estado De Washington 
A Representante de Comércio da Casa Branca (USTR), Charlene Barshefsky, que há menos de dois meses atribuiu ao Brasil a responsabilidade pela lentidão das negocições para a criação da Área de Livre Comércio das Américas, foi diplomática ontem e deixou passar uma chance de endossar as críticas que seu vice, Richard W. Fisher, fez à postura brasileira perante a Alca e à reação inicial do ministro das Relações Exteriroes, Luiz Felipe Lampreia, ao anúncio, na semana atrasada, da decisão do Chile e dos Estados Unidos de negociar um acordo bilateral de livre comércio (FTA).
Deixe-me dizer qual é a minha visão, afirmou ela, depois de ser perguntada se concordava com os ataques que Fisher fez ao Brasil, no jornal argentino La Nación, em sua aparição no Centro da Imprensa Estrangeira, em Washington, antes de deixar o governo, em pouco mais de um mês. Os Estados Unidos e o Brasil, juntos, terão que fazer da ALCA uma realidade.
Não haverá Alca sem cooperação entre o Brasil e os EUA. Somos o poder dominante, economicamente, no nosso hemisfério, junto com o México, afirmou Barshefsky, esquecendo-se de incluir o Canadá, que tem um PIB maior do que o brasileiro ou o mexicano e hospedará a próxima reunião de líderes das Américas, em abril do ano que vem.
As declarações de Barshefsky e de Fisher são o canto de saída deles e ninguém mais os está ouvindo em Washington, disse à Agência Estado um ex-alto funcionário de administrações republicanas que trabalha na equipe de transição do governado do Texas, George W. Bush.


