Quais as principais proposta da sua chapa?
Em primeiro lugar, a valorização dos sindicatos. Em segundo, a valorização do Conselho de Representantes, que é o comando da Fiep: são os presidentes de sindicatos. Queremos fazer reuniões frequentes do conselho, que raramente se reúne, para que ele defina as diretrizes do trabalho a ser feito pela diretoria. Outra proposta é valorizar os funcionários do sistema Fiep, que prestam um grande serviço no Sesi, Senai e IEL e precisam ser mais valorizados. Também é preciso eliminar a ação política do sistema. Não vamos misturar política com administração sindical. Estou falando de política eleitoral, porque política tem sempre que ser feita. Mas não política eleitoral, como foi feita para eleger o filho do presidente (Rodrigo Rocha Loures - deputado federal pelo PMDB). Para minha candidatura ao Senado (Barros foi candidato em 2010, mas perdeu a eleição), eu tirei licença da Fiep. Não apareci na sede durante os quatro meses de campanha. É uma coisa importante acabar com o uso político da Fiep nas eleições.
Tanto o senhor como o adversário são atuais vice-presidentes da federação? Quando começou esse racha e por que o presidente da Fiep apoia o outro candidato?
O problema é a visão de como administrar a federação, a forma personalista com que o atual presidente a administra, sem consultar a diretoria, o Conselho de Representantes. Isso provocou uma reação e esta reação constituiu uma chapa de oposição que era aquela do Carlos Walter (também atual vice da Fiep), que depois virou situação. Mas existe um movimento de contestação a essa conduta da Fiep. Também há falta de foco na administração. A federação está gastando muitos recursos em várias ações que não são do interesse das indústrias. O que os industriais querem é a Fiep olhando para os interesses da indústria.
O governador Beto Richa vai apoiá-lo nesta disputa?
Você tem de perguntar isso para ele.
O senhor espera que ele o apoie?
Você pergunta para o governador. Eu sou secretário licenciado do governo e disputo essa eleição com sindicatos que divergem da forma como a Fiep está sendo conduzida. Disputo com o apoio de meus amigos: empresários, políticos, colegas. Então, evidentemente, espero ter o apoio dos meus amigos nesta campanha. Mas não cabe ao governo interferir na eleição da Fiep. Cabe ao governo ser solidário aos seus companheiros.
Os londrinenses costumam reclamar que a cidade está estagnada na área industrial. O senhor concorda com isso e o que a Fiep poderia fazer para a judar na industrialização de Londrina e região?
A Fiep pode ajudar muito na industrialização do Paraná todo. Ela tem que desenvolver arranjos produtivos locais, tem de investir em projetos de infraestrutura que tornem as regiões mais produtivas. Tem que ter capacidade de articular com o governo federal e o governo estadual
A Federação lidera uma campanha contra o aumento de vereadores no Paraná. O senhor concorda com isso?
Em princípio, eu defendo a mais ampla representação possível da população. Até porque o orçamento das câmaras municipais é um percentual limitado do orçamento dos municípios. Então, se tem mais ou menos vereadores, o orçamento da Câmara é o mesmo.

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