Barros nega pressão inflacionária
A inflação deve ficar abaixo de 0,4% em dezembro, segundo estimativas do mercado financeiro divulgadas ontem pelo secretário de Política Econômica do Ministério das Fazenda, José Roberto Mendonça de Barros. Esse resultado favorável não deverá ser perturbado, segundo ele, pelo o aumento dos preços dos combustíveis em vigor desde ontem. Pelas estimativas do governo, o aumento poderá ter impacto máximo de 0,22 ponto percentual na inflação deste mês, e efeito idêntico em janeiro.
Motivada pela queda dos preços dos alimentos e do vestuário, a estabilidade da inflação em dezembro projeta um cenário otimista também para 1997, segundo o secretário. As estimativas apontam para uma ligeira alta de até 0,9% em janeiro, em consequência do reajuste de mensalidades escolares e do aumento esperado para alimentos in natura, devido às chuvas, normais nesta época do ano. Depois disso, os principais índices deverão se manter na média de 0,5% ao mês, acumulando alta de no máximo 8% em 1997, de acordo com as previsões do mercado, endossadas pela equipe econômica.
Segundo Mendonça de Barros, o impacto dos combustíveis na inflação de dezembro e janeiro poderá ser ainda menor, caso os postos não repassem integralmente ao consumidor o aumento do produto nas refinarias. Devido à forte concorrência do setor, essa é a hipótese mais provável, de acordo com os técnicos do Ministério da Fazenda.
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