O ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, admitiu ontem, pela primeira vez, que o leilão de privatização do Sistema Telebrás possa sofrer atraso de poucos dias em decorrência de ações judiciais. Barros deu como certo que haverá liminares à véspera do leilão, marcado para 29 de julho, e que o governo precisará de um ou dois dias para cassá-las. O ministro estave ontem em Roma, terceira escala de sua viagem pela Europa para apresentar o modelo de venda da Telebrás, e saiu eufórico. Segundo ele, as ofertas prováveis no dia do leilão estão cada vez melhores.
‘‘Depois da reunião de hoje, preciso me controlar para não fazer uma euforia maior’’, declarou na Embaixada Brasileira em Roma, o Palazzo Pamphilli, após um encontro com o diretor-geral da Telecom Italia, Francesco De Leo. O ministro não quis, no entanto, fazer nova avaliação sobre o quanto espera arrecadar no leilão. Na terça-feira, em Londres, ele revelou que a expectativa é de, pelo menos, R$ 16 bilhões.

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