Barril do petróleo fecha em baixa
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de setembro de 2000
Das agências 
As cotações de petróleo caíram ontem no mercado de futuros de Nova York, principalmente por causa do anúncio de recuperação nos estoques semanais americanos de combustível para a calefação doméstica. O barril de referência (light sweet crude), para entrega mais próxima em outubro, caiu 0,46 dólares a 33,82 dólares. Tinha caído 86 centavos a 34,28 dólares na terça-feira.
O mercado permanece volátil e sem rumo estabelecido, disse George Beranek, analista da Petroleum Finance em Washington. A baixa das cotações, há dois dias, se explica principalmente pelas realizações de lucros dos especuladores que se beneficiaram da alta para 35,14 dólares na segunda-feira.
O mercado também recebeu com alívio o anuncio terça-feira de uma alta do estoque semanal de combustível doméstico, mas seu nível segue inferior em 36% ao do mesmo período do ano passado. O mercado prestou pouca atenção no anúncio de que a Opep tem uma capacidade adicional de dois milhões de barris por dia, porque já sabe que a alta de 800 mil barris decidida domingo passado não bastará para fazer o preço do petróleo cair.
Barril de pólvoraA crise do combustível se agravou ontem na Europa, principalmente no Reino Unido, onde manifestantes conseguiram paralisar o centro de Londres e levaram o governo a decretar estado de alerta vermelho no sistema de saúde. À noite, o Exército britânico foi colocado de prontidão. A onda de manifestações ganhou força em vários países europeus. Caminhoneiros, motoristas e fazendeiros da Noruega e da Suíça decidiram aderir ao protesto, que se estende pela Bélgica, Alemanha, França, Holanda, Irlanda, Itália e Polônia.
As ruas de Bruxelas, capital da Bélgica, ficaram vazias, como num feriado. A entrada para o porto de Antuérpia, o segundo maior da Europa, foi fechada por motoristas. Se o bloqueio durar mais alguns dias, os prejuízos podem ser catastróficos, disse Robert Restiau, diretor da Federação dos Portos. Além da Bélgica, o país mais prejudicado até agora é o Reino Unido, onde os protestos já duram oito dias. A falta de combustíveis fez várias escolas do interior de Londres suspenderem as aulas e alguns supermercados começaram a racionar produtos porque só têm estoques de alimentos até o fim-de-semana.


