São Paulo O preço internacional do petróleo deve continuar pressionado e batendo recordes de alta. Apesar da disposição da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) de ampliar o fornecimento para conter a disparada dos preços, a tensão na Venezuela e o risco de uma guerra entre EUA e Iraque continuarão centralizando as atenções do mercado.
O preço do petróleo sobe pelo sexto dia consecutivo e ontem atingiu os maiores níveis em dois anos. O barril chegou a ser negociado a US$ 31,53 em Londres e a US$ 33,21 em Nova York. A pressão se intensifica com as preocupações sobre uma iminente guerra entre Estados Unidos e Iraque.
''O cenário de curto prazo ainda é de volatilidade nos preços do petróleo'', informaram os analistas em relatório divulgado ontem pela BES Securities. A BES estima que novas máximas devam ser atingidas nos próximos dias e lembra que, em apenas três dias o petróleo acumula alta de 4,9% para o tipo Brent e 5% para o WTI, negociado em Nova York.
A greve geral da Venezuela, iniciada no dia 2 de dezembro, retirou do mercado algo próximo a 2,2 milhões de barris de petróleo por dia, segundo estimativas da BES. Em dezembro, a produção venezuelana alcançou 757 mil barris por dia o que significa uma redução de 2,2 milhões na comparação com o que foi produzido em novembro.
No último domingo a Opep informou que pretende incrementar a cota de produção conjunta em 1,5 milhões barris por dia para 24,5 milhões, o que corresponde cerca de um terço da oferta mundial do produto.
''Com esta medida a Opep tentar compensar a forte retração nos fornecimentos provocados pela greve geral na Venezuela (3º maior produtor da Opep), que já atinge 45 dias'', informou o BES.
O presidente do cartel, Abdullanh bin Hamad Al Attiyah, declarou que, se for necessário, o cartel poderá se reunir novamente para estudar um novo aumento das cotas de produção.

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