Barreiras impedem entrada de gado no PR
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sexta-feira, 25 de agosto de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
O Paraná está com 12 barreiras sanitárias para impedir que animais procedente do Rio Grande do Sul e Santa Catarina entrem no Estado. São 60 técni - cos da Secretaria de Agricultura e da Claspar empresa de classificação de produtos do Paraná que vão ser revezar 24 horas por dia nos postos de fiscalização. A resolução baixada ontem pela manhã pelo secretário de Agricultura, Antonio Poloni, proíbe o ingresso de produtos de origem animal.
A medida foi adotada um dia após o Ministério da Agricultura informar que havia sido localizado um foco de febre aftosa em quatro fazendas dos municípios gaúchos de Jóia (região Noroeste do Rio Grande do Sul). Toda a área está isolada, mas os Estados vizinhos temem que já tenha ocorrido contaminação em outros rebanhos. Com a descoberta da doença, o Rio Grande do Sul e Santa Catarina perderam o certificado de área livre de febre aftosa.
A preocupação é redobrada no Paraná, pois o Estado pertence ao Circuito Centro-Oeste, que inclui São Paulo, Mato Grosso, Distrito Federal, Goiás e parte de Minas Gerais. Um foco de febre aftosa no Paraná faria com que todos os demais Estados perdessem o certificado conquistado em maio deste ano, em Paris.
As barreiras no Paraná estão concentradas nas rodovias e municípios próximos à divisa com Santa Catarina. As estradas secundárias também estão fechadas. A fiscalização está em Garuva, Guaratuba, Piên, Rio Negro, São Mateus do Sul, União da Vitória, Clevelândia, Vitorino e Barracão. A ordem é impedir que qualquer caminhão com rebanho bovino, bubalino, caprino e suíno entre no Estado. Não é permitida também a entrada de carne com osso, miúdos e materiais de multiplicação animal. Só pode passar carne sem osso e maturada.
A Folha percorreu ontem algumas barreiras na divisa com Santa Catarina. Em Garuva, foram parados alguns caminhões, mas liberados em seguida por não se tratar de carga de risco. Será baixo o número de bloqueios, porque o pessoal já está segurando os animais no Rio Grande do Sul, pois eles sabem que não passarão, afirmou o técnico da Cidasc (órgão de fiscalização de Santa Catarina), Leonardo Oliveira.
O chefe do Departamento de Fiscalização da Seab, Luis Carlos Hatschbach, disse que foi solicitado reforço das polícias Militar e Rodoviária Federal. A orientação é que parem todos os caminhões e peçam os documentos de origem, disse.
A medida adotada pela Secretaria da Agricultura é mais drástica que a orientação dada ontem no final da tarde pelo Ministério da Agricultura. O Ministério determinou apenas que animais do Rio Grande do Sul e Santa Catarina fiquem de quarentena para depois serem abatidos e enviados ao Paraná. Essa determinação será analisada na segunda-feira, em reunião marcada na Secretaria da Agricultura. Teremos que nos readequar na segunda-feira, afirmou Hatschbach.


