Barreira sanitária é reforçada na fronteira
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quarta-feira, 04 de janeiro de 2012
Ricardo Maia <br> Reportagem local 
O Paraná já está definindo as suas estratégias para ampliar o controle fitossanitário em suas áreas de fronteiras. O anúncio foi realizado ontem pelo secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, depois da confirmação de um novo foco de febre aftosa na fazenda Nazareth, no departamento do Estado de San Pedro, no Paraguai.
De acordo com a agência estatal de saúde animal daquele país (Senacsa), os testes mostraram que trata-se do vírus de classificação tipo ''O''. A informação sobre a suspeita do foco foi dada pelo próprio proprietário da área, Gustavo Trugger. A fazenda fica localizada em Aguaray Amistad, na periferia da cidade de San Pedro, a 340 km de Assunção. A agência ainda esclareceu ter informado o ocorrido à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e poderá solicitar cooperação técnica do Centro Panamericano de Febre Aftosa (Panaftosa).
Ortigara destacou que as fronteiras do Paraná com o Mato Grosso do Sul, Paraguai e Argentina serão reforçadas para evitar contágio do rebanho paranaense com o gado doente. ''Estamos combinando ações em conjunto com o governo federal que nos presta um grande opoio'', salientou. Questionado pela FOLHA se há a possibilidade da doença chegar ao Paraná, o secretário assegurou que a possibilidade é mínima. Para tanto, determinou o reforço nas medidas de proteção nas fronteiras.
De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura, o governo brasileiro também estuda um novo plano estratégico para que a doença não ultrapasse a fronteira. Isso, segundo o governo, inclui principalmente o reforço na fiscalização entre o Brasil e o Paraguai. Um primeiro foco da doença no país vizinho ao Paraná já havia sido confirmado em setembro do ano passado nessa mesma região. Na ocasião, 820 bovinos foram sacrificados com rifle sanitário. Desde setembro está proibida a entrada de animais do Paraguai no Paraná, conforme Ortigara.
O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, declarou, por meio de nota oficial, que o governo tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar a fronteira do Brasil em relação ao anúncio de novo foco de febre aftosa no Paraguai. Ele frisou que trabalha em sintonia com os secretários de agricultura dos estados que fazem divisa com aquele país. O ministro salientou que, se necessário, solicitará o apoio logístico do Exército e da Polícia Federal.
Livre da aftosa
Horas antes de ser confirmado o foco de aftosa no Paraguai, a Secretaria da Agricultura do Estado havia duvulgado que o Paraná deveria pleitear até 2013 o reconhecimento internacional do Estado como área livre da febre aftosa sem vacinação. Questionado pela FOLHA sobre o possível impacto que o aparecimento da doença no Paraguai possa ter sobre esse objetivo, Ortigara reforçou que os trabalhos para essa conquista continuarão.
Segundo o secretário, a única mudança que o foco de aftosa no país vizinho exerce sobre o Paraná é a mudança no status de alerta. ''Outros estados também estão na busca desse reconhecimento. Nós estamos fazendo o dever de casa'', sublinhou. Ortigara adiantou que uma nova campanha de vacinação deverá ocorrer em maio deste ano. Depois disso, a condição da sanidade animal será avaliada periodicamente por técnicos estaduais. (Com Agência Estado)


