Barreira da UE ao aço pode levar país à OMC
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domingo, 14 de abril de 2002
Agência EstadoGenebra 
O Brasil poderá recorrer, hoje, junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as barreiras impostas pela União Européia (UE) à importação de produtos siderúrgicos. No mês passado, Bruxelas estabeleceu uma sobretaxa de até 24,5% sobre a importação de aço, o que irá gerar prejuízos para o Brasil no valor de US$ 60 milhões por ano.
Os diplomatas brasileiros preparam, desde a semana passada, os argumentos para defender as exportações nacionais perante a OMC. A idéia é enviar à organização e à delegação européia em Genebra um pedido de consultas, que se realizariam segundo o acordo de salvaguardas da OMC.
Os europeus alegam ter estabelecido a salvaguarda para evitar que o mercado europeu fosse invadido pela aço excedente no comércio internacional. Na avaliação da UE, depois que os Estados Unidos colocaram uma sobretaxa de 30% à importação de produtos siderúrgicos de todo o mundo, existiria a possibilidade de que o aço que não conseguisse entrar no mercado norte-americano fosse desviado para a Europa.
Durante as consultas, uma das possibilidades para o Brasil será pedir aos europeus concessões tarifárias pelos prejuízos, o que é considerado uma prática legal dentro das regras da OMC. Outros países, como os Estados Unidos e o Japão, também solicitaram consultas com a UE.
Outra possibilidade é tentar convencer Bruxelas de que a importação do produto brasileiro não causa dano à indústria européia e que, portanto, não necessitaria ser alvo de uma sobretaxa.
O embaixador da UE na OMC, Carlos Trojan, explicou à Agência Estado que as tarifas impostas pelos europeus são provisórias e que a sobretaxa definitiva somente será adotada em seis meses. Até lá, haverá negociações para que a UE reveja sua posição.


