Barreira contra aftosa mobiliza o Exército
PUBLICAÇÃO
sábado, 09 de novembro de 2002
Luciana Pombo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O Ministério da Agricultura determinou o envio de tropas do Exército para proteção da fronteira do Paraguai com o Brasil. As primeiras tropas já ocuparam a região de Mato Grosso do Sul. No Paraná, ainda é aguardada a chegada dos soldados. Os militares deverão proteger principalmente o Lago do Itaipu, onde existem postos clandestinos para descaminho (exportação clandestina) de gado.
De acordo com o delegado regional de Agricultura, Gil Bueno de Magalhães, a fiscalização está sendo feita por amostragem na Ponte da Amizade. Gado, carne e osso estão proibidos de circular pela fronteira desde o último dia 23 de setembro. Os animais apreendidos na fiscalização em Foz do Iguaçu são sacrificados. Carne e ossos são imediatamente destruídos.
A partir de hoje, estarão em operação os chamados rodolúvios, espécie de buraco na pista repleto de água com desinfetante e iodo com a finalidade de eliminar eventuais vírus trazidos pelos pneus dos veículos. Os rodolúvios serão instalados na Rodovia das Cataratas, na saída da aduana do Paraguai. ''Todos os carros precisam passar por ali quando entram no Paraná. Não tem como desviar'', salientou Magalhães.
Outra medida preventiva tomada pelo Ministério da Agricultura foi a proibição da exportação do gado do município de Sete Quedas (MS), vizinho da província paraguaia de Canindeyú, onde o Centro Panamericano de Combate à Febre Aftosa (Panaftosa) detectou focos da doença. Na província, 718 gados da Fazenda São Francisco foram sacrificados para evitar a proliferação da aftosa.
Técnicos da Vigilância Sanitária Animal do Brasil foram incumbidos de auxiliar o Paraguai na entrega de vacinas e na vacinação efetiva do rebanho paraguaio. No Brasil, os pecuaristas estão sendo orientados a vacinar 100% do rebanho até o próximo dia 20. Ao todo, o País conta com 170 milhões de cabeças de gado. No Paraná, são 9,7 milhões de animais.


