Os primeiros equipamentos antiaftosa foram colocados ontem nas pontes internacionais da Amizade (Brasil/Paraguai) e Tancredo Neves (Brasil/Argentina) pelo Ministério da Agricultura de Foz do Iguaçu. Por enquanto, apenas dois dos quatro pontos estratégicos estão funcionando na tríplice fronteira.
Na aduana argentina, o rodolúvio construído no último sábado recebeu ontem a solução à base de iodo, usada para desinfetar os pneus dos veículos estrangeiros contra o vírus da febre aftosa. O obra é simples: consiste em um reservatório de cinco metros de comprimento por quatro de largura e com capacidade para 3 mil litros, formado por duas lombadas espessas sobre a rodovia que dá acesso ao Brasil. Para manter a lâmina de 15 centímetros do líquido que banha as rodas (cerca de 2 mil pessoas passam diariamente no local), o tanque é reabastecido a cada uma hora. A proporção é de um litro de iodo para 300 litros d’água. O produto é atóxico e biodegradável.
Apesar de contar com o rodolúvio, a fiscalização da Ponte Tancredo Neves aguarda a definição do local onde será instalado o tapete antiaftosa destinado aos pedestres e passageiros de ônibus. ‘‘Como o estacionamento é grande, será preciso escolher um ponto único onde os visitantes irão descer e desinfetar os pés antes de preencher a documentação. A situação é diferente da Ponte da Amizade’’, explicou o chefe do Ministério da Agricultura, Gil Bueno de Magalhães. Na via que dá acesso ao Paraguai, um pedilúvio foi colocado no final da passarela para pedestres, usado por cerca de 15 mil pessoas diariamente. O tapete na verdade é uma esponja de quatro metros quadrados embebida em solução antiséptica na mesma proporção de iodo/água.
Devido a um erro no projeto original, o tanque montado na aduana paraguaia não está funcionando porque a solução escorre sobre as lombadas. As chuvas também prejudicaram o término das obras. No Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, um pedilúvio móvel já está disponível.

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