Marta Medeiros
De Maringá
O atraso na entrega das obras dos ‘‘barracões industriais’’, programa estadual de incentivo ao emprego, em Maringá, complicou a situação de microempresários que dependiam do local para dar início às atividades. São 12 unidades localizadas em quatro bairros da cidade. As obras começaram em julho do ano passado e há mais de seis meses estão paralisadas.
Os barracões deveriam abrigar - em áreas individuais de 40 a 60 metros quadrados - 60 microempresários de diversos segmentos como confecções, alimentos artesanais e marcenaria. O governo mandou apenas a primeira das quatro parcelas de R$ 154 mil. A contrapartida do município foi dada com o terreno e o serviço de terraplenagem. ‘‘A primeira parcela serviu de impulso às obras levando a prefeitura a iniciar o cadastro com os interessados no programa’’, lembra o secretário municipal de Indústria, Comércio, Turismo e Agricultura, Miguel Fuentes Salas.
Segundo ele, alguns microempresários chegaram a investir em equipamentos contando com o local para iniciar as atividades. ‘‘Eles ficaram sem condições de trabalho e muito menos de pagar os investimentos’’, disse. O secretário contou à Folha que atendeu microempresários obrigados a negociar prazo ou devolver máquinas por causa da paralisação das obras. ‘‘A prefeitura também encerrou o cadastro’’, completou o secretário.
Salas não tem previsão de quando o Estado irá enviar o restante do dinheiro para a continuidade das obras. ‘‘O governo acenou com a proposta de terminar com todos os protocolos assinados no município, mas não é possível estabelecer nenhum tipo de prazo’’, ressaltou o secretário.
O programa dos barracões industriais prevê, além da estrutura física de apoio por dois anos aos microempresários, parcerias com diversas entidades para auxílio de cursos técnicos e formação de preços. Segundo o secretário, se os barracões estivessem em plena atividade poderiam gerar cerca de 600 empregos no município. ‘‘O programa tem um proposta interessante, mas precisa ser efetivado’’, afirmou Salas.

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