Bares também acumulam prejuízos
A Associação dos Bares e Restaurantes (Abrasel) estima uma retração na ordem de 20% na frequência aos estabelecimentos que representa. O presidente da entidade, Arnaldo Falanca, lamenta que a doença seja mais um fator a levar prejuízos ao setor.
''Tivemos aquele movimento (Lei Seca) colocando os restaurantes e bares como responsáveis pela violência. Temos agora a lei antifumo e a gripe'', enumera. Ele afirma, no entanto, que o medo inicial em relação à doença vem diminuindo. ''A pessoa consegue ficar um, dois finais de semana em casa. Mas depois acaba saindo, se adaptando''.
De acordo com Falanca, a entidade desenvolveu uma série de atividades com os associados no sentido de evitar a propagação do vírus nos bares e restaurantes. ''Fazemos cursos de preparação de alimentos, colocamos álcool gel nos estabelecimentos'', alega. ''Todos estão se cuidando. Naquelas primeiras semanas, realmente houve um baque. Agora, a coisa está entrando nos eixos''.
Rosangela Chammé, proprietária do Bar e Restaurante Valentino, aponta uma queda de clientes na ordem de 30% em agosto. ''Mas acho que o movimento já está voltando ao que era antes. O último final de semana foi normal'', afirma. (N.B.)





