O presidente do Banco FonteCindam, Luiz Antônio Andrade Gonçalves, negou ontem à Polícia Federal, no Rio, a participação do banco num suposto esquema de obtenção de informações privilegiadas no Banco Central. Ele prestou depoimento para explicar as informações publicadas na revista ‘‘Veja’’ de compra de informações. O depoimento estava marcado para hoje, mas o executivo preferiu antecipá-lo.
No depoimento, de três horas, ele afirmou não ter nenhum envolvimento com o economista Rubens Novaes - suposto intermediador entre seu banco e o funcionário do BC que forneceria as informações - e que apenas o conhece profissionalmente.
Na saída, pouco depois das 19h, Gonçalves disse apenas que tinha ido para ‘‘restabelecer, de maneira absoluta, a verdade dos fatos’’. Ontem, a PF também intimou Novaes. Ele vai depor amanhã à tarde. A PF informou que está rastreando os outros dois bancos, além do FonteCindam e do Marka.
Pela manhã, Gonçalves afirmara ser ‘‘uma mentira absoluta’’ a reportagem da ‘‘Veja’’. Ele ressaltou ainda que não houve irregularidades no acordo fechado com o BC no dia seguinte à mudança da política cambial, pelo qual seu banco comprou dólares a preço mais baixo que o praticado naquele dia. ‘‘Zeramos os fundos e o banco da mesma forma. A operação foi legítima.’’

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