Banqueiro ainda dormia quando agentes chegaram
O ex-presidente do Banco Nacional Marcos Catão de Magalhães Pinto e os três ex-diretores da instituição, Clarimundo SantAnna, Omar Bruno Corrêa e Arnoldo de Oliveira, estão presos em uma cela coletiva de 80 metros quadrados do Ponto Zero (prisão especial para quem tem curso superior), em Benfica, zona norte, por onde já passaram o deputado cassado Sérgio Naya e o também ex-banqueiro Salvatore Cacciola.
Na cela, estão mais 30 detentos, que dividem um único banheiro e têm direito apenas a assistir televisão. Celular e computadores portáteis são proibidos. Todos chegaram ao Ponto Zero por volta de 13h10, em uma Blazer preta da Polícia Federal, com ar condicionado, e sem algemas.
Magalhães Pinto se recusou a comer o prato do dia carne seca com salada e pediu ao advogado Fernando Guimarães para que comprasse um lanche. O ex-banqueiro acabou almoçando um sanduíche de presunto, comprado por Guimarães em um bar em frente à carceragem. Magalhães Pinto e os outros ex-dirigentes do Nacional foram detidos por volta das 7 horas, em uma ação simultânea da Polícia Federal.
Segundo Guimarães, seu cliente ainda dormia quando foi surpreendido em casa por quatro agentes federais. Eles foram muito educados, disse. Perplexo, o ex-banqueiro, afirmou o advogado, classificou a prisão de um ato de arbitrariedade.
O advogado contou que Magalhães Pinto havia recebido uma intimação na terça-feira para que comparecesse na 1ª Vara Criminal Federal do Rio no dia 28, onde o juiz Marcos Bizzo Moliari iria ler a sentença que o incluía no rol dos 14 condenados no processo de gestão fraudulenta do Nacional. Guimarães, então, resolveu entrar com um habeas corpus preventivo alegando ilegalidades na decisão do juiz, o que não foi acolhido.





