BankBoston amplia ativos no Paraná
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terça-feira, 30 de junho de 1998
Israel Reinstein 
O presidente mundial do BankBoston Corporation, Henrique de Campos Meirelles, anunciou ontem, em Curitiba, que a instituição pretende em 18 meses ampliar em US$ 400 milhões os ativos do banco no Paraná, que hoje somam US$ 100 milhões. Uma das formas será pela captação de clientes potenciais, vindos das indústrias que estão chegando ao Paraná. Além disso, o banco vai até o fim do ano abrir mais duas agências em Curitiba, que hoje, junto com Londrina, conta com um estabelecimento. Por causa desse incremento, passa a ter o mesmo suporte empregado no Rio Grande do Sul, que está entre os cincos estados de maior interesse do banco.
A ampliação do número de agências faz parte de uma estratégia de 10 anos do banco, que pretende, em 2001, ter um milhão de investidores e 160 mil clientes fixos no Brasil, com ativos de US$ 1 bilhão, disse Meirelles, acrescentando que hoje são 80 mil clientes fixos das classes A e B. Dentro dessa meta, o banco escolheu crescer em pontos onde o número de clientes padrão vem crescendo.
A industrialização no Paraná vai ampliar a renda do Estado, assegurou, por sua vez, o presidente do BankBoston no Brasil, Geraldo Carbone. Ele disse que empresas com que o banco trabalha no exterior estão vindo para o Estado e para o Brasil. Somos parceiros da Audi e da Renault, acrescentou Meirelles. Outro interesse do banco é atuar auxiliando esses e outros parceiros no processo de privatização brasileira, como nos setores de telecomunicações e elétrico.
O presidente mundial, Henrique Meirelles, disse que o BankBoston também tem interesse na privatização dos bancos estaduais, não descartando a possibilidade da aquisição do Banestado.


