O presidente mundial do BankBoston Corporation, Henrique de Campos Meirelles, anunciou ontem, em Curitiba, que a instituição pretende em 18 meses ampliar em US$ 400 milhões os ativos do banco no Paraná, que hoje somam US$ 100 milhões. Uma das formas será pela captação de clientes potenciais, vindos das indústrias que estão chegando ao Paraná. Além disso, o banco vai até o fim do ano abrir mais duas agências em Curitiba, que hoje, junto com Londrina, conta com um estabelecimento. Por causa desse incremento, passa a ter o mesmo suporte empregado no Rio Grande do Sul, que está entre os cincos estados de maior interesse do banco.
‘‘A ampliação do número de agências faz parte de uma estratégia de 10 anos do banco, que pretende, em 2001, ter um milhão de investidores e 160 mil clientes fixos no Brasil, com ativos de US$ 1 bilhão’’, disse Meirelles, acrescentando que hoje são 80 mil clientes fixos das classes A e B. Dentro dessa meta, o banco escolheu crescer em pontos onde o número de clientes padrão vem crescendo.
‘‘A industrialização no Paraná vai ampliar a renda do Estado’’, assegurou, por sua vez, o presidente do BankBoston no Brasil, Geraldo Carbone. Ele disse que empresas com que o banco trabalha no exterior estão vindo para o Estado e para o Brasil. ‘‘Somos parceiros da Audi e da Renault’’, acrescentou Meirelles. Outro interesse do banco é atuar auxiliando esses e outros parceiros no processo de privatização brasileira, como nos setores de telecomunicações e elétrico.
O presidente mundial, Henrique Meirelles, disse que o BankBoston também tem interesse na privatização dos bancos estaduais, não descartando a possibilidade da aquisição do Banestado.

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