Banestado vende apenas 6% dos imóveis em leilão
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quinta-feira, 18 de maio de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
O leilão de imóveis do Banestado, feito durante a tarde de ontem no auditório do Conglomerado Santa Cândida, em Curitiba, conseguiu vender apenas 60 dos 949 lotes ofertados. A venda totalizou R$ 1,5 milhão, valor abaixo dos R$ 33 milhões que eram esperados, caso tudo fosse arrematado. Estes números são, por enquanto, um balanço parcial, pois ainda no dia de hoje podem ser fechados novos contratados de compra, que ficaram pendentes.
O maior destaque do leilão seria o Shopping Todeschini, localizado no bairro Batel, que foi arrestado pelo Banestado por débitos não honrados de seus proprietários. Mas o imóvel nem chegou a ter oferta de venda, pois foi retirado do leilão por decisão administrativa. Seria a terceira tentativa de vender o shopping, que apesar de estar fechado está todo equipado para abrigar um empreendimento comercial de médio porte. O lance mínimo para o arremate do imóvel seria de R$ 2,056 milhões.
Além do Shopping Todeschini, foram ofertados apartamentos, casas, sobrados, lojas comerciais e terrenos em áreas urbanas e rurais. Todos os imóveis estão em poder do banco devido a dívidas não pagas pelas pessoas que tomaram financiamentos no Banestado. Os imóveis estão localizados no Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Pelas regras do leilão, a maioria dos imóveis que foi arremata teria de ser paga a vista, mas houve casos em que foi concedido financiamento do Sistema Financeiro de Habitação ou do próprio Banestado. Quem optou em pagar parcelado, terá até 12 prestações que serão corrigidas em 1% ao mês sem correção monetária. Foi necessário pagar pelo menos 10% do valor do imóvel. Acima de 12 prestações, o juro se mantém em 1%, mas há correção monetária pelo INPC ou IGP-DI. Os imóveis que não foram arrematados estão a venda no Banestado. O banco estuda a possibilidade de fazer um novo leilão.


