O Banco do Estado do Paraná fechará até o final desta semana um projeto de enxugamento no quadro pessoal que deverá atingir 2,6 mil funcionários em todo o Estado. A decisão de cortar os empregados faz parte de um plano de metas determinado pela presidência do banco, e foi confirmada pelo consultor técnico da instituição, Arnaldo Seriguelli. A intenção é fazer uma demissão lenta e gradual, até atingir o objetivo pré-estabelecido.
A primeira fase do plano prevê o incentivo à demissão através de um Programa de Demissão Voluntária (PDV). O PDV foi colocado em prática no fim de dezembro de 96, com um prazo para terminar no dia 28 deste mês. Mas por causa da baixa adesão, o Banestado deve determinar a prorrogação do programa.
O consultor técnico Arnaldo Seriguelli disse que a baixa procura pelo PDV deve-se ao período em que ele foi aplicado. ‘‘É época de férias, e muita gente não se informou bem sobre as condições do programa’’, afirmou.
A verdade é que as vantagens oferecidas não são muitas. O funcionário que aderir ao PDV recebe em troca meio salário por ano de trabalho no banco. O Banestado garante ainda o pagamento da contribuição para a Associação dos Funcionários do Banestado (Funbep) até a aposentadoria do empregado.
Com 11,6 mil funcionários em todo o Estado, o banco tem apenas cerca de mil funcionários com condições de participar do PDV, mas quer reduzir o quadro para 9 mil empregados. Só estão aptos a participar do PDV quem tiver pelo menos 25 anos de profissão, homens, e 20 anos, mulheres. Sem a adesão maciça dos bancários ao PDV, o Banestado estuda outras alternativas para reduzir o quadro de pessoal.

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