Curitiba O Banestado divulgou ontem seu relatório de administração e as demonstrações contábeis referentes ao exercício de 2002. Os números mostram que o banco teve um prejuízo de aproximadamente R$ 3,9 milhões no período. Consequentemente, os acionistas também tiveram perdas de R$ 5,91 por lote de mil ações. Segundo o mesmo relatório, o banco ainda possui cerca de 660 mil ações em circulação.
De acordo com o analista e gestor de recursos da Omar Camargo CCV, Rogério Garrido, esse desempenho se deu principalmente em função do ambiente econômico brasileiro. ''Houve uma retração das atividades econômicas no ano passado e os bancos preferiram ficar com recursos aplicados em títulos públicos'', explicou. Segundo ele, essa não foi uma opção exclusiva do Banestado.
Mantendo seus recursos aplicados em títulos, os bancos fizeram menos empréstimos e, por isso, tiveram lucros menores. No caso do Banestado nem chegou a haver lucro, somente o prejuízo de R$ 3,9 milhões. O valor destinado pelo Banestado às operações de crédito caiu de R$ 360 milhões em 2001 para R$ 80 milhões no ano passado, ou seja, uma redução de 77%.
Em função desse desempenho, o patrimônio líquido do banco também diminuiu. A redução foi de cerca de 2,7%, se comparado ao ano anterior. Passou de cerca de R$ 592 milhões para R$ 576 milhões.
Em compensação, o Banestado registrou um aumento no volume de depósitos recebidos, tanto à vista como em poupança. No total, os depósitos aumentaram de R$ 1,4 milhão para R$ 1,9 milhão. O valor destinado a cobrir os passivos trabalhistas subiu de R$ 220 milhões para R$ 406 milhões.
Apesar de ter sido vendido para o Banco Itaú em outubro de 2000, o Banestado ainda mantém 127 agências no interior do Paraná, quatro postos de atendimento bancário e 256 caixas eletrônicos. No fim de 2002, o banco e as empresas controladas contavam com 666 funcionários.

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