Curitiba - O Banco do Estado do Paraná (Banestado) publicou ontem o balanço referente ao primeiro semestre de 2003, que resultou num prejuízo de R$ 480,7 milhões. As perdas foram decorrentes do ajuste cambial ocorrido no período e também à inadimplência da carteira de crédito imobiliária e nas operações de crédito ao setor público. O lote de mil ações teve um prejuízo de R$ 728,28 no primeiro semestre.
De acordo com o analista de mercado Mohamed Talah Júnior, da corretora Century Investimentos, de Curitiba, além do ajuste do câmbio o banco teve que fazer a correção de muitos passivos que estão aparecendo. Muitos imóveis que foram dados em pagamento de dívidas foram submetidos à avaliação e a constatação é que o valor de mercado é bem inferior ao declarado pela dívida.
Com o prejuízo, o valor das ações desabou. A ação que valia R$ 650,26, o lote de mil, no mesmo período do ano passado caiu para R$ 172,86 o lote de mil ações. Isso significa que o prejuízo está sendo ressarcido pela perda de patrimônio líquido do banco, disse o analista.
Com essa queda no valor das ações, os acionistas minoritários que venderam suas ações no leilão realizado no dia 25 de agosto na Bolsa de Valores de São Paulo, ganharam dinheiro. O Banco Itaú, controlador do Banestado, pagou o equivalente a R$ 980,00 o lote de mil ações.
O Banco Itaú informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o acionista minoritário que não aproveitou o leilão para vender suas ações, ainda tem três meses para fazer a venda, de acordo com as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os minoritários que decidirem vender seus papéis nesse prazo podem procurar as agências do Itaú para exercer o direito de venda.

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